As reações de China e Rússia aos ataques ao Irã e à morte de Khamenei
Pequim fala em violação da soberania iraniana e pede cessar-fogo; Moscou chama ação de “assassinato cínico”
China e Rússia criticaram neste domingo, 1, a ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultou na morte do líder iraniano, Ali Khamenei. Os dois países classificaram a ação como uma violação do direito internacional e pediram a interrupção das hostilidades no Oriente Médio.
Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo chinês afirmou que o ataque representa “uma grave violação da soberania e da segurança” do Irã. Segundo Pequim, a operação também contraria os princípios da Carta das Nações Unidas e as normas que regem as relações internacionais.
A chancelaria chinesa pediu o fim imediato das operações militares e alertou para o risco de ampliação do conflito na região. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, reiterou que a posição do país se baseia em três pontos principais: cessar-fogo imediato, retomada das negociações entre Washington e Teerã e oposição da comunidade internacional a ações unilaterais.
De acordo com o chanceler, os bombardeios ocorreram enquanto ainda havia tentativas de diálogo diplomático entre Estados Unidos e Irã, o que, na avaliação de Pequim, contribui para aumentar a tensão e a instabilidade no Oriente Médio.
Rússia também critica operação
A reação também veio de Moscou. Em mensagem enviada ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou a morte de Khamenei como um “assassinato cínico” que viola normas básicas da moral e do direito internacional.
Na nota divulgada pelo Kremlin, Putin manifestou condolências pela morte do líder iraniano e de membros de sua família, mortos durante os ataques. O presidente russo também afirmou que Khamenei será lembrado na Rússia como um estadista que contribuiu para fortalecer as relações entre Moscou e Teerã.





