Cerca de 40 pessoas morreram em consequência do ataque dos EUA à Venezuela
Segundo o New York Times, que ouviu um alto funcionário venezuelano sob anonimato, militares e civis estão entre as vítimas
Ao menos 40 pessoas morreram neste sábado, 3, durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, segundo informações publicadas pelo The New York Times. O jornal cita um alto funcionário venezuelano, que falou sob condição de anonimato, e descreve os dados como preliminares. Entre as vítimas estariam militares e civis. Não houve registro de mortes entre as forças americanas.
A ação, que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, representa a escalada mais grave da crise entre Washington e Caracas em décadas e inaugura um novo capítulo de instabilidade política e geopolítica na América Latina.
Em declaração feita no mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “muitos cubanos morreram” durante o ataque. A fala sugere a presença de cidadãos ou forças ligadas a Cuba em território venezuelano no momento da operação, embora não tenha havido confirmação sobre o número ou o status dessas vítimas.
Cuba e Venezuela mantêm uma aliança estratégica há anos, construída em torno de cooperação política, militar e econômica. Desde o endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos, os dois países passaram a atuar de forma ainda mais coordenada contra Washington. Havana, por sua vez, depende fortemente de Caracas para o fornecimento de petróleo e apoio financeiro, especialmente após o colapso de sua própria produção energética e o agravamento de sua crise econômica.
Até o momento, o governo venezuelano não divulgou um balanço oficial das vítimas nem detalhou as circunstâncias da captura de Maduro.





