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Casa Branca derruba post de Trump após revolta geral por ‘racismo repugnante’ contra Obama

Alto funcionário dos EUA diz que membro do governo 'postou por engano' o vídeo que retrata ex-presidente e sua esposa, Michelle, como macacos

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 fev 2026, 15h11 • Atualizado em 6 fev 2026, 20h12
  • Após uma onda de reações indignadas de políticos, influenciadores e usuários da internet ao longo desta sexta-feira, 6, a Casa Branca derrubou uma publicação feita no perfil do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua rede, a Truth Social, de um vídeo que retrata Barack Obama e sua esposa, Michelle, como macacos.

    “Um membro da equipe da Casa Branca fez a postagem por engano. Ela foi removida”, afirmou uma fonte anônima do governo americano a diversos veículos de imprensa do país.

    A peça de 62 segundos — que, de resto, faz alegações falsas sobre a “fraudulência” das urnas eletrônicas — tem como cena final uma montagem em que o casal Obama aparece em corpos de macacos por cerca de um segundo, enquanto a música “The Lion Sleeps Tonight“, da banda The Tokens, toca ao fundo.

    No final de vídeo postado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em sua conta na Truth Social, aparece uma montagem em que os rostos de Barack e Michelle Obama são colocados em corpos de macacos. -
    No final de vídeo postado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em sua conta na Truth Social, aparece uma montagem em que os rostos de Barack e Michelle Obama são colocados em corpos de macacos. – (Truth Social/@realDonaldTrump/Reprodução)

    A postagem ficou no ar por 12 horas. Anteriormente, a Casa Branca tentou minimizar a indignação, justificando que a publicação era mero “meme de internet”.

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    “Este é um vídeo de meme da internet que retrata o presidente Trump como o Rei da Selva e os democratas como personagens do Rei Leão”, havia dito Karoline Leavitt, poucas horas antes do post sair do ar. “Por favor, parem com essa falsa indignação e noticiem hoje algo que realmente importe para o público americano.”

    Obama foi o primeiro e único presidente negro da história dos Estados Unidos e apoiou a adversária de Trump, a democrata Kamala Harris, na campanha presidencial de 2024.

    Presidente Barack Obama e a primeira-dama Michelle Obama, caminham pelos corredores da Casa Branca, em Washington – 02/05/2011
    Presidente Barack Obama e a primeira-dama Michelle Obama, caminham pelos corredores da Casa Branca, em Washington – 02/05/2011 (Chip Somodevilla/Getty Images)
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    Indignação generalizada

    Políticos de ambos os partidos condenaram o episódio e instaram Trump a excluir o post. De acordo com a emissora americana CNN, congressistas republicanos telefonaram ao presidente para discutir o assunto.

    Usuários na internet reagiram com fúria. Harry Sisson, um influenciador político progressista com mais de 374 mil seguidores no X (ex-Twitter), classificou a postagem como “incrivelmente racista e repugnante”. Um outro perfil do X comentou: “Imagens racistas têm uma longa e triste história. Publicar um vídeo retratando Barack e Michelle Obama como macacos é um ato deliberado de desumanização — e revela exatamente quem é Donald Trump.”

    O gabinete de Gavin Newsom, governador da Califórnia e potencial candidato democrata à presidência em 2028, condenou a publicação. “Comportamento repugnante do presidente. Todos os republicanos devem denunciar isso. Agora”, publicou a conta do gabinete de imprensa de Newsom no X.

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    Ben Rhodes, ex-vice-conselheiro de segurança nacional e aliado próximo do ex-presidente Obama, também condenou a imagem. “Que isso assombre Trump e seus seguidores racistas: que os futuros americanos abracem os Obamas como figuras amadas, enquanto o estudem como uma mancha em nossa história”, disse.

    O senador independente Bernie Sanders também qualificou o vídeo de “repugnante” e questionou se o Partido Republicano “continuará a se curvar a um presidente racista”. O democrata Chris Van Hollen, senador por Maryland, usou o termo “vil” para descrever a postagem, enquanto o governador de seu estado, Wes Moore, falou em “racismo flagrante” e acusou o governo Trump de deliberadamente tentar dividir a população. Ele foi ecoado pelo democrata Raphael Warnock, senador pela Geórgia: “O presidente está tentando invocar os demônios mais sombrios do nosso país para nos dividir ainda mais”, disse ele.

    A fila de críticas continuou com Tim Kaine, senador do Partido Democrata por Virgínia, que afirmou que a postagem era “indefensável”, ao passo que seu colega do Colorado, John Hickenlooper, acusou Trump de tentar usar a polêmica para “distrair o público enquanto seus agentes do ICE (polícia migratória americana) matam pessoas nas ruas”, fazendo referência a operações para deter e deportar estrangeiros que levaram ao assassinato de dois cidadãos dos Estados Unidos.

    A ex-presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, exigiu que o governo emitisse um pedido formal de desculpas. “(Trump) deveria se envergonhar, se é que é capaz de sentir vergonha. Apagar a postagem não basta. A Casa Branca precisa se desculpar por esse comportamento extremamente repugnante”, afirmou ela.

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