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Brasil assume a presidência do Brics e define cinco prioridades

Facilitação do comércio e de investimentos entre os países do bloco é um dos pontos listados, mas tema pode enfrentar a resistência dos EUA

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jan 2025, 14h48 • Atualizado em 1 jan 2025, 20h36
  • A partir desta quarta-feira, 1º de janeiro de 2025, o Brasil assume a presidência do Brics. Em comunicado, o governo informou que a presidência brasileira no bloco terá o lema “Fortalecendo a Cooperação do Sul Global por uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”e vai atuar em dois eixos principais: cooperação do Sul Global e reforma da governança global. 

    O bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, bem como por outros membros recém-admitidos – Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã – representa um dos principais foros de articulação político-diplomática dos países do Sul Global, com foco na cooperação em diversas áreas.

    O Brasil definiu cinco prioridades para a agenda do Brics. 

    São elas: 

    1) Facilitação do comércio e investimentos entre os países do agrupamento, por meio do desenvolvimento de meios de pagamento; 

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    2) Promoção da governança inclusiva e responsável da Inteligência Artificial para o desenvolvimento; 

    3) Aprimoramento das estruturas de financiamento para enfrentar as mudanças climáticas, em diálogo com a COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025); 

    4) Estímulo aos projetos de cooperação entre países do Sul Global, com foco em saúde pública; 

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    5) Fortalecimento institucional do Brics.

    “Se você quer construir um mundo melhor, um mundo sustentável, o Brics tem que ser parte dessa construção. E é importante que haja um entendimento entre esses países, porque esse entendimento ajuda você a alcançar um entendimento mais amplo [com outros países]”, disse o embaixador Eduardo Saboia, que assumirá o papel de sherpa, ou seja, o líder da equipe brasileira no Brics, responsável por coordenar os esforços em organizar e coordenar as reuniões dos grupos de trabalho durante  o período da presidência brasileira.

    Entre os objetivos do foro está fortalecer a cooperação econômica, política e social entre os membros e o aumento da influência dos países do Sul Global na governança internacional, além de impulsionar o desenvolvimento socioeconômico sustentável e promover a inclusão social nessas nações.

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    Como país anfitrião, o Brasil é responsável pelas reuniões dos grupos de trabalho. Mais de 100 encontros estão previstos para acontecer entre fevereiro e julho deste ano, em Brasília. A Cúpula do Brics, espaço de deliberação entre chefes de Estado e Governo, está programada inicialmente para julho, no Rio de Janeiro. 

    A troca de comando do agrupamento segue a ordem da sigla. A duração do mandato brasileiro é de um ano e se encerra em 31 de dezembro de 2025. Agora, com a entrada de novos membros no grupo, serão discutidas outras alternativas para alternar a presidência.

    Desafios
    O fortalecimento institucional, uma das prioridades do grupo, enfrentará a resistência do governo americano caso o Brics crie uma nova moeda. Em postagem na rede Truth Social, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 100% aos países membros do Brics caso o bloco confirme a substituição da moeda americana por uma nova em suas transações comerciais. “Não há nenhuma chance dos Brics substituírem o dólar americano no comércio internacional, e qualquer país que tentar deve dizer adeus aos Estados Unidos”, disse ele.

    (Com Agência Gov)

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