Bicampeão olímpico será julgado na França por estupro de filha de treinador
Ex-nadador pode ser condenado a 20 anos de prisão pelo caso
A Justiça da França ordenou nesta quinta-feira, 15, que o bicampeão olímpico de natação Yannick Agnel vá a julgamento por acusações de ter estuprado a filha menor de idade de seu treinador, Lionel Horter, em 2016. Na época, a menina tinha 13 anos e o atleta, 24.
O atleta pode ser condenado a uma pena de até 20 anos de prisão. Agnel afirma que teve uma relação amorosa consensual e nega que tenha coagido Naomé Horter a fazer qualquer coisa.
Segundo os promotores do caso, os crimes ocorreram entre 1º de janeiro e 31 de agosto de 2016. Naquele ano, Agnel disputou os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, mas também teve treinos na base de seu clube, na cidade francesa de Mulhouse, e na Tailândia. Por esse motivo, acredita-se que as agressões sexuais aconteceram nesses três lugares.
Em maio passado, um juiz da cidade de Mulhouse ordenou que o nadador fosse a julgamento, mas os advogados de Agnel recorreram da decisão. No entanto, o recurso não foi aceito pelo Tribunal de Apelação de Colmar, que alegou ter provas suficientes para acusá-lo por estupro de menor e agressão sexual. A defesa do esportista tem agora cinco dias para enviar outro apelo, dessa vez à Corte de Cassação, a mais alta jurisdição francesa.
Naomé denunciou o esportista em meados de 2021. Naquele período, ela também nadava pelo clube Mulhouse Olympic Natation, mas abandonou a carreira logo depois da denúncia. Na época, uma investigação foi aberta contra Agnel e o nadador foi formalmente acusado. Ele chegou a ser preso, mas passou a responder ao processo em liberdade.
Yannick Agnel possui um dos melhores currículos da natação francesa. Ele ganhou duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012: uma nos 200 metros nado livre e outra no revezamento 4x100m. Logo depois de sua participação nas Olimpíadas de 2016, o atleta anunciou sua aposentadoria.





