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Beijo em jogadora da Copa do Mundo renova debate sobre assédio na Espanha

Incidente aconteceu durante a comemoração da vitória do time no Mundial de futebol feminino

Por Da Redação
Atualizado em 21 ago 2023, 17h42 - Publicado em 21 ago 2023, 13h10

O chefe da federação de futebol da Espanha, Luis Rubiales, sofreu uma enxurrada de críticas nesta segunda-feira, 21, por beijar na boca a camisa 10 da seleção, Jennifer Hermoso, após a vitória do time na Copa do Mundo feminina no domingo 20. O incidente gerou indignação, e muitos o rotularam como inapropriado, chegando até a pedir a renúncia de Rubiales.

O beijo ocorreu durante a cerimônia após a final em Sydney, na Austrália, quando as jogadoras da Espanha se alinharam para receber suas medalhas de ouro. Imagens mostraram o momento em que Hermoso e Rubiales se abraçaram e o chefe da federação colocou as duas mãos na cabeça da jogadora e a puxou para um beijo.

No palco, ao lado da rainha Letizia da Espanha e do presidente da Fifa, Gianni Infantino, o chefe da federação também foi filmado comemorando com um gesto tocando seus órgãos genitais.

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Em um vídeo ao vivo no Instagram, quando as jogadoras comemoravam, Hermoso afirmou que não gostou do beijo e não soube como reagir no momento. Porém, mais tarde, a jogadora pareceu mudar de opinião e fez um comunicado informando que o beijo “foi um gesto mútuo totalmente espontâneo por causa da imensa alegria de ganhar uma Copa do Mundo”.

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“O presidente e eu temos uma ótima relação, o comportamento dele com todas nós tem sido marcante e foi um gesto natural de carinho e gratidão”, disse Hermoso no comunicado.

Rubiales também foi rápido em defender suas ações, dizendo a uma rádio espanhola que “há idiotas por toda parte. Quando duas pessoas têm uma pequena demonstração de afeto, não podemos dar atenção à idiotice”.

Imagens também capturaram seus abraços e beijos em outras jogadoras, mas Hermoso foi a única beijada na boca.

Políticos espanhóis se manifestaram cobrando a renúncia de Rubiales pelo ato impróprio. O ministro dos Esportes e da Cultura, Miquel Iceta, afirmou que ele precisa se explicar e pedir desculpas publicamente.

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Vivemos um momento de igualdade, direitos e respeito às mulheres. Todos nós temos que ser especialmente cuidadosos em nossas atitudes e ações. Acho inaceitável beijar uma jogadora na boca para parabenizá-la”, disse Iceta, que teve a fala ecoada pela ministra da Igualdade da Espanha, Irene Montero.

“Não vamos supor que dar um beijo sem consentimento seja algo ‘que acontece’. É uma forma de violência sexual que as mulheres sofrem diariamente”, completou Montero. 

Grupos de direitos das mulheres argumentaram que o o incidente foi intrusivo e serviu para destacar avanços sexuais indesejados que mulheres sofrem em todo o mundo. Nas redes sociais, outros disseram que o comportamento inadequado ameaçava ofuscar a conquista das mulheres da Espanha.

Um documento descrevendo o protocolo da Federação Espanhola de Futebol circulou nas redes sociais. A declaração afirma que beijos forçados são “conduta inaceitável com consequências imediatas” e muitos estão cobrando que a Fifa tome medidas disciplinares contra Rubiales. A Fifa não se pronunciou sobre o caso.

O time da Espanha ganhou a Copa do Mundo feminina depois de um período tumultuado entre o time e a federação nacional. Em setembro, 15 jogadoras enviaram um e-mail à federação de futebol da Espanha, levantando preocupações sobre a gestão da seleção nacional, em especial sobre o técnico, Jorge Vilda.

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Em seguida, a federação e Rubiales decidiram manter Vilda no cargo, que não convocou 12 dessas 15 jogadoras para a Copa do Mundo.

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