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Bannon copia Musk com gesto similar a saudação nazista, que irrita até a extrema direita

Ex-estrategista de Trump elevou o braço direito com a palma para baixo ao discursar em evento conservador e Jordan Bardella, da França, cancela participação

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 fev 2025, 14h02 • Atualizado em 21 fev 2025, 14h55
  • O ex-estrategista de Donald Trump, Steve Bannon, gerou polêmica ao terminar seu discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), um evento que reúne a ultradireita mundial nos Estados Unidos, nesta sexta-feira 21, ao estender o braço direito com a palma para baixo, fazendo gesto semelhante à saudação nazista de Adolf Hitler e entoar as palavras “lute, lute, lute”.

    “O único jeito de eles ganharem é se nós batermos em retirada. E não vamos recuar, não vamos nos render, não vamos desistir. Lute, lute, lute!”, bradou Bannon antes de estender o braço em uma diagonal para cima, dedos juntos e palma voltada para baixo.

    A cena lembrou, quase como mímica, um episódio de janeiro, quando o bilionário Elon Musk, que atua no governo do presidente dos Estados Unidos como “cortador-mor” das despesas públicas, fez o mesmo movimento diante de uma multidão de apoiadores em um dos eventos da posse de Trump.

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    Bannon, que foi um dos principais nomes da direita nos Estados Unidos durante a primeira gestão de Trump, chegou a ser preso por ter se recusado a colaborar com uma investigação do Congresso americano sobre o ataque ao Capitólio em 6 em janeiro de 2021. O caso apontou para a suspeita de que ele teve bastante influência no episódio.

    O gesto de Bannon pegou mal até entre a extrema direita. Jordan Bardella (pronuncia-se “Bardelá”), líder do partido extremista Reagrupamento Nacional e pupilo da populista ultraconservadora Marine Le Pen, deveria discursar na CPAC sobre as ligações entre os Estados Unidos e a França e o ímpeto crescente por trás dos “partidos patrióticos” na Europa. Mas anunciou nesta sexta que cancelaria sua aparição na conferência, dizendo à mídia francesa que tomou a decisão em resposta ao “gesto alusivo à ideologia nazista” do ex-estrategista de Trump.

    “Ontem, no pódio, quando eu não estava presente na sala, um dos palestrantes fez um gesto provocativo referindo-se à ideologia nazista”, ele explicou, dizendo que se retirou “imediatamente” da programação após ficar sabendo das ações de Bannon.

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    A CPAC é um evento fixo no calendário político de Washington que remonta à década de 1970. Anteriormente uma câmara de compensação para o amplo movimento conservador dos Estados Unidos e uma plataforma essencial para estrelas em ascensão no Partido Republicano, agora está intrinsecamente associada ao movimento MAGA (Make America Great Again) de Trump, e rotineiramente com algumas das figuras mais inflamatórias associadas ao presidente americano. Na quinta-feira, estiveram no palco do estado de Maryland Musk e Javier Milei, da Argentina, e Eduardo Bolsonaro também deve participar neste fim de semana representando o Brasil.

    Relembre a polêmica de Musk

    Mal Donald Trump prestou juramento, Elon Musk já estava metido em controvérsia das feias. Dono do X, o “primeiro amigo”, que vive há meses colado ao republicano e lidera o chamado Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês), subiu ao palco da Capital One Arena, em Washington, D.C., para um discurso diante de 20.000 apoiadores após a posse do presidente dos Estados Unidos. Em meio a agradecimentos e ao rugido da multidão, fez duas saudações (consecutivas) no estilo nazista.

    “Só quero agradecer por fazerem isso acontecer”, disse o homem mais rico do planeta, em seguida dando um tapa com a mão direita no peito, dedos abertos, antes de esticar o braço direito em uma diagonal para cima, dedos juntos e palma voltada para baixo.

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    Em seguida, se virou para o outro lado do palco, bateu no peito novamente e voltou a esticar o braço. A Liga Antidifamação (ADL), que faz campanha contra o antissemitismo, define a saudação nazista como “levantar o braço direito estendido com a palma para baixo”.

    Nas redes sociais, usuários expressaram choque com o gesto de Musk. Ruth Ben-Ghiat, professora de história na Universidade de Nova York, disse no X: “Historiadora do fascismo aqui. Foi uma saudação nazista e muito beligerante também”. O Haaretz, um jornal israelense, descreveu Musk fazendo “uma saudação romana, uma saudação fascista mais comumente associada à Alemanha nazista”.

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    O bilionário não comentou, mas retuitou memes buscando transformar imagens em piadas. Um usuário escreveu: “Podemos, por favor, aposentar a coisa de chamar as pessoas de nazistas?”. Ao que Musk respondeu “Sim, exatamente” e adicionou um emoji de bocejo.

    Alguns usuários proeminentes de extrema direita celebraram os gestos no palco em Washington, seja qual for a intenção. Christopher Pohlhaus, o líder do Blood Tribe, um grupo neonazista, escreveu no Telegram: “Não me importo se isso foi um erro. Vou aproveitar as lágrimas por isso.” Andrew Torba, o fundador do Gab, uma rede social de extrema direita, também escreveu: “Coisas incríveis já estão acontecendo”.

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