Autoridades italianas confiscam US$ 1 milhão em azeite falsificado
Lotes eram vendidos por quadrilha acusada de conspiração criminosa e adulteração de alimentos

Autoridades da Itália confiscaram nesta quinta-feira, 11, 42 toneladas de azeite de oliva falsificado, avaliando o total em quase US$ 1 milhão. O óleo extra virgem falso era vendido por uma quadrilha acusada de conspiração criminosa, adulteração de substâncias alimentares destinadas à comercialização e de alimentos para exportação, além de fraude de suprimentos público. Ao todo, sete pessoas foram acusadas.
As operações de buscas foram realizadas na segunda-feira, 8, na região de Puglia, no sul da Itália, em 18 garagens e armazéns. Parte do azeite de oliva encontrado já estava embalada e pronta para a venda. Além disso, cerca de 71 toneladas de “substância oleosa” e 623 litros de clorofila, um componente do azeite que era adicionado no óleo em menor valor, foram encontradas.
Os policiais também encontraram equipamentos de embalagem, rótulos com “azeite de oliva extra virgem” e uma documentação comercial com 1.145 selos de impostos especiais de consumos que estão sendo usados para dar maior veracidade aos produtos falsos. Vans, computadores e outros equipamentos também foram apreendidos. Além do azeite falsificado, 174 garrafas de champanhe supostamente falsas foram apreendidas.
Crise do azeite
Nos últimos anos, as falsificações de azeite de oliva extra virgem aumentaram devido a redução de produção no sul da Europa causadas pelas secas, subindo os preços do produto. Segundo o Conselho Oleícola Internacional, a produção global deve cair para 2,4 milhões de toneladas – número menor do que a procura global de cerca de 3 milhões de toneladas.
Na Espanha, a produção agrícola foi atingida por secas e ondas de calor superiores a 40ºC. Outros países, como a Grécia, Itália, Portugal, Turquia e Marrocos, também enfrentaram as mesmas condições adversas.