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Autora de ataque a tiros em escola no Canadá é mulher trans de 18 anos, diz polícia

Nove pessoas morreram e outras 27 ficaram feridas durante atentado na província da Colúmbia Britânica

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 fev 2026, 17h01 • Atualizado em 11 fev 2026, 17h54
  • A autora de um ataque a tiros que já é considerado o terceiro mais letal da história do Canadá foi identificada como uma mulher transgênero de 18 anos, afirmou a polícia local nesta quarta-feira, 11. Nove pessoas morreram e outras 27 ficaram feridas quando a ex-aluna Jesse Van Rootselaar invadiu a escola Tumbler Ridge, na província da Colúmbia Britânica.

    “Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos com tiros, e conforme se aproximavam da escola, disparos foram efetuados em sua direção”, disse o vice-comissário da Polícia Montada Real Canadense da Colúmbia Britânica, Dwayne McDonald. Ela foi encontrada morta com ferimentos descritos pelas autoridades como aparentemente autoinfligidos. 

    A suspeita teria assassinado a mãe e o irmão em uma residência “possivelmente conectada ao incidente”, antes de matar outras pessoas da escola, incluindo uma professora e alunos, segundo McDonald.

    “A vítima adulta é a mãe da suspeita, e o jovem é o irmão ou meio-irmão da suspeita”, disse o vice-comissário.

    + Atentado no Canadá: o que se sabe sobre ataque a tiros que deixou dez mortos em escola

    As vítimas sobreviventes foram hospitalizadas. O governador da província, David Eby, disse que a “tragédia inimaginável” está entre os atentados mais mortais na história do país.

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    Este foi o segundo massacre na Colúmbia Britânica em menos de um ano. Em abril de 2025, um homem matou 11 pessoas em Vancouver ao investir com seu caminhão contra uma multidão que celebrava um festival cultural filipino.

    Mas, ao contrário do que ocorre ao sul da fronteira, nos Estados Unidos, esse tipo de ataque continua sendo excepcional nas escolas canadenses.

    “No Canadá, os ataques a tiros em escolas aconteciam a cada vários anos, ao contrário dos Estados Unidos, onde ocorrem a cada poucos dias. Mas quando acontece na sua própria cidade, tudo desmorona”, afirmou à agência de notícias AFP o jornalista local Trent Ernst, ex-professor substituto no instituto de Tumbler Ridge. “Meu filho mais novo acabou de concluir o ensino médio. Minha filha mais velha trabalha a 300 metros da escola. Mais uma vez, foi por pouco.”

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    Tumbler Ridge é conhecida pelo turismo ao ar livre, graças à proximidade das montanhas e de um parque geológico.

    Darian Quist, um estudante da instituição, contou à emissora estatal CBC que estava em aula quando foi anunciado um confinamento. No início, não sabia se era algo grave até começar a receber fotos “terríveis” do massacre em sua escola. “Trancamos as portas com mesas por mais de duas horas”, até que a polícia chegou para escoltá-los para fora do edifício.

    “A gente pensa que essas coisas nunca acontecem”, disse sua mãe, Shelley Quist, muito emocionada. “Não vou tirá-lo de vista por um bom tempo”, acrescentou sobre o filho, que saiu ileso.

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    O professor brasileiro Jarbas Noronha se escondeu com seus alunos por mais de duas horas enquanto o ataque se desenrolava.  Noronha, que leciona mecânica automotiva e marcenaria no ensino médio, estava ensinando uma turma a trocar óleo de carros quando um aluno, que havia ido até o estacionamento buscar seu veículo, retornou dizendo ter ouvido disparos do lado de fora da escola. Cerca de dois minutos depois, a diretora da instituição, Stacie Gruntman, entrou na oficina gritando “Lockdown!”.

    A oficina onde Noronha dava aula fica afastada da entrada principal da escola e da sala da diretoria. Ele e os 15 alunos que estavam no local trancaram a porta do corredor e as duas portas da garagem que dão acesso ao pátio, colocando também dois bancos de metal como barricada.

    Ao jornal americano The New York Times, o brasileiro contou que o grupo permaneceu trancado na garagem por mais de duas horas, quando policiais bateram à porta e escoltaram os estudantes até o centro recreativo da escola.

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