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Áustria quer dispensa de cota de acolhimento de refugiados da UE

Polônia, Hungria, Eslováquia e República Checa também se opõem ao sistema europeu que obriga as nações a receberem uma cota mínima de imigrantes

O governo austríaco quer ser dispensado da obrigação de receber uma cota mínima de refugiados, conforme foi imposto pelo sistema de realocação da União Europeia. Segundo o chanceler Christian Kern, a Áustria já recebeu uma quantidade superior de pessoas do que era estipulada por Bruxelas durante a crise imigratória da Europa.

“Acreditamos que é necessária uma exceção para a Áustria por já ter cumprido sua obrigação. Iremos discuti-las com a Comissão Europeia”, disse Kern na terça-feira. “Vamos enviar uma carta o mais rápido possível e depois iniciar as discussões.”

A União Europeia introduziu a controversa cota mínima de realocação de refugiados para aliviar a pressão dos principais países de entrada dos imigrantes na Europa, como Grécia e Itália. A medida exige que os países do bloco acolham um determinado número de pessoas, baseado em seu PIB total e no tamanho de sua população.

A Áustria recebeu cerca de 90.000 postulantes a asilo em 2015, mais de 1% de sua população. Dessa forma, a UE concedeu ao país uma exceção temporária ao sistema de cotas, que expirou em 11 de março de 2017. Agora, a nação busca ser dispensada da sua obrigação novamente.

O anúncio de Viena é mais um golpe ao sistema europeu, que já foi mal implantado devido à oposição liderada por países do leste europeu, como Polônia, Hungria, República Checa e Eslováquia. Desde o início da crise imigratória europeia, esses governos se posicionaram de forma contrária ao recebimento dos refugiados.

“O conceito de cota é uma rua sem saída” disse Peter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores da Hungria, quando o sistema de reassentamento foi anunciado. “Parece uma ideia anunciada em Primeiro de Abril”, brincou o ministro polonês, Witold Waszczykowski, em declaração à jornalistas na época.

E a resistência continua. Um encontro em Varsóvia, do grupo que ficou conhecido como Grupo de Visegrado, reuniu a primeira-ministra da Polônia, Beata Szydlo, e os seus homólogos da Hungria, Eslováquia e República Checa nessa terça-feira. Após discutirem o assunto, os líderes da Europa Central disseram que ainda rejeitam a política europeia de acolhimento de refugiados e que não irão ceder, mesmo sob pressão financeira.

Para eles, o plano de Bruxelas de implantar uma multa para as nações que não receberem o número de imigrantes estipulado não passa de chantagem. O governo polonês citou, ainda, preocupações de segurança entre as razões por trás de sua recusa em acolher refugiados.

Comentários

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  1. Robson La Luna Di Cola

    Felizmente, no Leste Europeu ainda existem países machos, politicamente incorretos. Que não foram contaminados por este bom-mocismo covarde que se vê na Europa Ocidental.

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  2. Felizmente na Europa Ocidental ainda existem países amigos e abertos a todos os necessitados, que nao foram contaminados por esse radicalismo covarde que se vê no Leste Europeu.

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  3. HENRIQUE MIRANDA

    Marcelo, eles não podem receber mais pessoas do que podem comportar. Gera um caos. Você consegue segurar em suas mãos facilmente um copo de água, dois… o terceiro já começa a ficar difícil, o quarto ainda vá lá. Ao tentar segurar o quinta, você acaba derrubando todos, e fica sem nenhum. Com eles é a mesma coisa. 1% da população é gente a mais pra caramba! Imagina chegarem em um intervalo de 6 meses 2 milhões e trezentas mil pessoas no Brasil, que já tem 14milhões de desempregados, e que já não consegue ajudar nem mesmo os quase 20 milhões de brasileiros abaixo da linha de pobreza extrema? Como manter seu próprio povo e ao mesmo tempo ajudar este adicional de gente? Isto não é questão de ser radical ou maquiavélico, é questão de bom senso.

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  4. Hentrique. isto pode ser correto (relativamente) no caso da Áustria. Mas nao nos casos de Hungria, Polônia, Rep. Tcheca e Eslovaquia.
    Estes países nao receberam nem perto de 1% de sua populacao em refugiados.

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  5. Numa democracia o povo deve decidir e não ser algo imposto por Bruxelas. O que muitos paises do Euro, sabe que não se trata apenas por humanismo, tem toda politicagem atrás disso. Agora na Siria a lingua é arabe, tem muitos paises arabes, uns 26 paises, e por que eles não abrem a porta pra eles?

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  6. Antonio Pedro

    Marcelo Meyer, leva pra tua casa então seu imbecil! Derrube seu muro e convide os mendigos de sua cidade para morar no teu quintal!
    Abraços do “radical aqui” que tem consciencia de que os “povos” são autoafirmativos e independentes para decidirem quem entra “em seu quintal”!

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  7. Almerio P. Gaertner

    A UE tem que acabar. Cada pais tem que se auto determinar. Voltem ao que eram. Cada um com suas fronteiras, leis, moeda e sem governo pirata, os nababos de Bruxelas. Corja de marxistas sangrando os países membros.

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