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Austrália rejeita oferta da China de ‘unir forças’ para combater tarifaço de Trump

Ministro da Defesa disse que a Austrália, que foi atingida com tarifas de 10%, se concentraria em diversificar seu comércio

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 abr 2025, 10h05 •
  • A Austrália rejeitou nesta quinta-feira, 10, uma oferta da China de “dar as mãos” e unir forças para lutar contra as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Após Trump anunciar que irá elevar para 125% as tarifas sobre produtos chineses, o embaixador chinês na Austrália, Xiao Qian, disse que a única maneira de impedir o “comportamento de bullying dos EUA” é que mundo inteiro “resista em conjunto”.

    “A comunidade internacional, incluindo a China e a Austrália, deve dizer firmemente não ao unilateralismo e ao protecionismo, unir as mãos para defender o sistema comercial multilateral, salvaguardar um ambiente comercial justo e livre, e promover o desenvolvimento da globalização econômica na direção de maior abertura, inclusão, universalidade e equilíbrio”, escreveu o embaixador chinês em um artigo de opinião para o jornal australiano Sydney Morning Herald

    Segundo Qian, a China “está pronta para dar as mãos à Austrália e à comunidade internacional” para responder à guerra comercial travada pelo presidente americano.

    No entanto, o ministro da Defesa australiano, Richard Marles, foi rápido em rejeitar a oferta, dizendo que a Austrália, que foi atingida com tarifas de 10% sobre mercadorias importadas para os EUA, se concentraria em diversificar seu comércio. Segundo Marles, o país construirá sua resiliência econômica fortalecendo os laços comerciais com a União Europeia, Indonésia, Índia, Grã-Bretanha e Oriente Médio.

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    “Não vamos dar as mãos à China em relação a qualquer contexto que esteja acontecendo no mundo”, disse o ministro australiano à 9News.

    O primeiro-ministro Anthony Albanese, por sua vez, disse que as tarifas de Trump são “injustificadas”, mas que seu governo não retaliaria e que sanções econômicas contra os norte-americanos “não têm base lógica”.

    “A posição da Austrália é que o comércio livre e justo é bom”, disse Albanese na quinta-feira, ponderando que a “relação comercial da Austrália com a China é importante”.

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    “O comércio representa um em quatro empregos australianos e a China é, por uma longa distância, nosso principal parceiro comercial”, disse o premiê australiano. “Nós, é claro, restauramos um excesso de 20 bilhões de dólares de exportações comerciais para a China, onde havia impedimentos.”

    A China foi o país mais afetado pelo renovado protecionismo dos Estados Unidos. Entraram em vigor na quarta-feira tarifas de 104% de Washington sobre Pequim, como anunciado na véspera pela secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, seguindo as ameaças de Trump de pressionar com mais 50% caso a China não voltasse atrás em medidas retaliatórias, o que não aconteceu. Os novos 50% de tarifas se somariam aos 20%, implementados em março, e os 34% anunciados na semana passada, chegando ao total de 104% — agora elevados a 125%.

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