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Ataque israelense mata 11 pessoas, incluindo chefe da polícia de Gaza

Em novembro, ONU alertou para o colapso da lei e da ordem no enclave palestino

Por Ernesto Neves 2 jan 2025, 11h53 • Atualizado em 2 jan 2025, 11h57
  • Um ataque israelense matou pelo menos 11 palestinos durante a noite, incluindo o diretor-geral da polícia de Gaza e um deputado, em Al-Mawasi, no sul da Faixa de Gaza, informaram autoridades locais nesta quinta-feira, 2.

    O Ministério do Interior de Gaza acusou Israel de assassinar o major-general Mahmoud Salah, de 50 anos e pai de quatro filhos, além do major-general Hussam Shahwan, membro do Conselho do Comando da Polícia, com o objetivo de enfraquecer a lei e a ordem no território palestino.

    “Ao cometer o crime de assassinar o Diretor-Geral da Polícia na Faixa de Gaza, a ocupação demonstra sua intenção de espalhar o caos e aprofundar o sofrimento humano dos cidadãos”, declarou o ministério em comunicado.

    Os militares israelenses confirmaram a morte de Shahwan, o deputado, nesta quinta-feira. Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), Shahwan era um “terrorista” envolvido na elaboração de análises de inteligência em coordenação com elementos da ala militar do Hamas em Gaza. No entanto, as IDF não mencionaram o assassinato de Salah em sua declaração.

    Desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, a ofensiva israelense tem devastado a infraestrutura jurídica em Gaza. A presença de grupos fortemente armados também comprometeu os esforços de socorro em um território já fragilizado pelas severas restrições impostas por Israel à ajuda humanitária, além da fome extrema, doenças e deslocamentos em massa. A polícia palestina desempenhou um papel crucial ao garantir a entrega segura de ajuda humanitária.

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    No entanto, agências de direitos humanos alertaram repetidamente que as restrições contínuas impostas por Israel sufocam as operações de socorro no enclave. Entre as críticas estão longas inspeções a caminhões, estradas danificadas, ataques a comboios de ajuda e restrições ao acesso ao norte de Gaza.

    Em novembro, as Nações Unidas alertaram para um iminente “colapso da lei e da ordem”, que poderia levar ao saque de dezenas de caminhões sob ameaça de armas. Poucos dias depois, o chefe da agência da ONU para refugiados palestinos destacou que Israel, como potência ocupante, tem a responsabilidade de garantir o fluxo seguro da ajuda para Gaza.

    A guerra de Israel em Gaza resultou na destruição de famílias inteiras, no colapso do sistema de saúde e na redução de bairros a escombros. Pelo menos 45.581 palestinos foram mortos, e mais de 108.400 ficaram feridos, segundo dados do Ministério da Saúde.

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