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Ataque dos EUA à Venezuela deixou 100 mortos, incluindo civis, diz ministro do Interior

Diosdado Cabello também afirmou que, durante o ataque, Maduro sofreu ferimentos na perna e sua esposa, Cilia Flores, na cabeça

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jan 2026, 10h38 •
  • O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou na noite de quarta-feira que 100 pessoas, incluindo civis, morreram no ataque dos Estados Unidos que, sob bombardeios em Caracas, capturou e depôs o ditador Nicolás Maduro no último sábado.

    Autoridades venezuelanas ainda não haviam divulgado o número oficial de mortos, mas o Exército publicou uma lista com 23 nomes de seus soldados mortos. Anteriormente, o ministro da Defesa da Venezuela, o general Vladimir Padrino López, afirmou que grande parte dos guarda-costas que faziam a segurança de Maduro foi morta “a sangue frio” pelos militares americanos que capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

    Cuba também tinha comunicado que 32 membros de suas forças armadas e membros do serviço de inteligência foram mortos na Venezuela. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, decretou dois dias de luto devido às baixas. Segundo relatórios diversos, há mais de 20 mil cubanos na Venezuela, que os Estados Unidos dizem ser militares. Havana, contudo, afirma que muitos deles são médicos e enfermeiros, parte do sistema cubano de assistência e “diplomacia médica”.

    Uma reportagem do jornal americano The New York Times havia apurado, no último domingo 4, que o número de mortos pelo ataque americano havia chegado a 80. Segundo o jornal, a informação foi passada por fontes ligadas ao regime chavista na condição de anonimato.

    Além da operação de captura, que sucedeu meses de especulações e operações marítimas perto da costa da Venezuela, os Estados Unidos lançaram bombardeios contra instalações militares e governamentais venezuelanas em Caracas e outros três estados do país. De acordo com Diosdado Cabello, quando Maduro e Cilia foram levados, ela sofreu ferimentos na cabeça e ele, na perna.

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que o ministro do Interior elogiou como “corajosa” durante seu programa semanal na TV estatal, declarou na terça-feira uma semana de luto pelos militares mortos na operação.

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