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Ataque ao Irã cancela ou atrasa mais de 20.000 voos, com caos em aeroportos de Dubai e Doha

Países de todo o Oriente Médio fecharam espaço aéreo e três dos principais aeroportos que conectam Europa e África à Ásia suspenderam operações

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 mar 2026, 10h59 • Atualizado em 1 mar 2026, 11h48
  • O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã continuou causando graves transtornos à aviação no Oriente Médio e mundo afora neste domingo, 1º de março. Países de toda a região fecharam seu espaço aéreo e três dos principais aeroportos que conectam Europa e África à Ásia suspenderam suas operações.

    Centenas de milhares de viajantes ficaram aterrados ou foram direcionados para outros aeroportos depois que Israel, Catar, Síria, Irã, Iraque, Kuwait e Bahrein fecharam seu espaço aéreo.

    Também não houve voos sobre os Emirados Árabes Unidos, segundo o site de rastreamento de FlightRadar24, após o governo anunciar um “fechamento temporário e parcial” de seu espaço aéreo. Isso levou ao fechamento dos aeroportos de Dubai, Abu Dhabi e Doha e ao cancelamento de milhares de voos pelas principais companhias aéreas do Oriente Médio.

    As três principais linhas desses aeroportos – Emirates, Qatar Airways e Etihad – transportam em média 90 mil passageiros por dia por esses centros de conexão, e um número ainda maior de viajantes com destino ao Oriente Médio, de acordo com a empresa de aviação Cirium. Dubai é o aeroporto mais movimentado do mundo para voos internacionais.

    Neste domingo, mais de 3.400 voos foram cancelados nos sete principais aeroportos do Oriente Médio, segundo o FlightRadar24, enquanto a Cirium calcula que dos cerca de 4.218 aviões que pousariam em países da região no sábado, 966 (23%) foram cancelados. O número de cancelamentos sobe para mais de 1.800 quando são incluídos na conta os voos de saída.

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    O site FlightAware informou que mais de 18 mil voos foram atrasados ​​globalmente e mais de 2.350 cancelados em todo o mundo até as 18h30 de sábado (horário de Brasília).

    Companhias aéreas suspendem operações

    A Emirates informou que todas as operações envolvendo Dubai foram suspensas até as 15h locais da segunda-feira, 2, enquanto a Etihad cancelou os voos que chegam ou partem de Abu Dhabi até as 2h locais do mesmo dia. A Qatar Airways afirmou que só retomará as atividades quando a Autoridade de Aviação Civil do Catar anunciar a reabertura do espaço aéreo. Algumas companhias emitiram isenções para os viajantes afetados, permitindo a redefinição dos voos sem taxas extras.

    Os principais aeroportos internacionais da região também foram alvo de ataques retaliatórios do Irã. O Aeroporto Internacional de Dubai e seu icônico hotel Burj Al Arab, um dos muitos símbolos da pujança do emirado, sofreram danos e quatro pessoas ficaram feridas. A Abu Dhabi Airports informou no X (ex-Twitter) que um incidente no Aeroporto Internacional Zayed, na capital dos Emirados Árabes Unidos, resultou em uma morte e sete feridos. A publicação, porém, foi posteriormente apagada.

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    O espaço aéreo sobre o Irã, Iraque, Kuwait, Israel, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Catar permaneceu praticamente vazio neste domingo, mostram os mapas do Flightradar24. O serviço de rastreamento informou os céus iranianos permanecerão restritos até pelo menos às 4h30 da próxima terça-feira, 3 (horário de Brasília).

    As companhias aéreas que sobrevoam o Oriente Médio terão que redirecionar seus voos para contornar o conflito — muitos deles seguindo para o sul, sobrevoando a Arábia Saudita. Isso tornará as viagens mais longas e consumirá mais combustível, aumentando custos para as operadoras e seus clientes. Os preços das passagens podem subir vertiginosamente se o conflito persistir.

    Além disso, os fechamentos do espaço aéreo no Oriente Médio podem ser exacerbados pelos combates que já estavam ativos entre o Paquistão e o Afeganistão, reduzindo ainda mais o espaço de navegação em corredores de voo ainda mais estreitos — com consequências drásticas para trajetos entre Europa e Ásia.

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    Cancelamentos de voos

    Diversas companhias aéreas cancelaram voos internacionais para Dubai durante o fim de semana. A agência de aviação civil da Índia designou grande parte do Oriente Médio – incluindo o espaço aéreo sobre a Jordânia, Arábia Saudita e Líbano – como zona de alto risco de segurança em todas as altitudes.

    • A Air India cancelou todos os voos para destinos no Oriente Médio.
    • A Turkish Airlines informou que os voos para Líbano, Síria, Iraque, Irã e Jordânia foram suspensos até segunda-feira, enquanto os voos para Catar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Omã também foram suspensos por tempo indeterminado.
    • As companhias aéreas americanas Delta Air Lines e United Airlines suspenderam os voos para Tel Aviv pelo menos neste final de semana.
    • A companhia aérea holandesa KLM já havia anunciado no início da semana a suspensão dos voos com destino e partindo de Tel Aviv.
    • Linhas aéreas como Lufthansa, Air France, Transavia e Pegasus cancelaram todos os voos para o Líbano, enquanto a American Airlines suspendeu os voos de Filadélfia para Doha.
    • A Virgin Atlantic informou que evitaria sobrevoar o Iraque, o que significa que viagens de e para a Índia, Maldivas e Riad podem levar mais de tempo. A operadora já não sobrevoava o Irã e afirmou que todos os voos seriam cancelados. As aeronaves transportariam combustível suficiente caso precisassem mudar de rota em curto prazo.
    • A British Airways informou que os voos para Tel Aviv e Bahrein seriam suspensos até a próxima semana, e os voos para Amã, na Jordânia, foram cancelados no sábado. A companhia aérea afirmou que os clientes com reservas até quarta-feira poderiam solicitar reembolso integral.
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