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Ataque a tiros deixa pelo menos 11 mortos em campo de futebol no México

Episódio escancara escalada da violência de cartéis, que disputam região de Guanajuato. Governo mexicano vive pressão dos EUA para combater tráfico

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 jan 2026, 08h39 • Atualizado em 26 jan 2026, 08h45
  • Um ataque a tiros após uma partida de futebol, no domingo 25, deixou ao menos 11 mortos e 12 feridos no estado mexicano de Guanajuato, localizado em um corredor industrial no centro do país. A região tem sido marcada por uma onda de violência ligada ao crime organizado.

    Homens armados invadiram um campo de futebol de bairro após uma partida e atiraram contra os presentes, segundo César Prieto, o prefeito de Salamanca, cidade de 160 mil habitantes onde ocorreu o episódio.

    “As mortes de 11 pessoas foram confirmadas, das quais 10 perderam a vida no local e outra enquanto recebia atendimento médico em um hospital”, disse o município em comunicado. “Da mesma forma, 12 pessoas ficaram feridas por disparos de arma de fogo e estão recebendo atendimento médico”, acrescentou o texto.

    Prieto detalhou que entre os feridos há uma mulher e um menor de idade.

    As autoridades municipais informaram que forças de segurança realizaram uma operação para localizar os responsáveis e investigar se houve envolvimento de cartéis de drogas no ataque.

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    Onda de violência

    Salamanca, onde opera uma importante refinaria da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), vive uma sequência de dias conturbados, com a descoberta, na noite de sábado, de quatro sacos com restos humanos. Outro incidente deixou cinco mortos no mesmo dia e, uma semana antes, autoridades localizaram e desarmaram um explosivo em uma instalação da Pemex na cidade.

    “Estamos atravessando um momento sombrio, um grave colapso do nosso tecido social”, disse Prieto em um pronunciamento em vídeo na noite de domingo. “Infelizmente, grupos criminosos estão tentando subjugar o governo, algo que jamais conseguirão.”

    Em Guanajuato atuam principalmente o Cartel de Santa Rosa de Lima e o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), um dos mais poderosos do México. O estado registrou 2.035 assassinatos no ano passado, o maior número de homicídios em todo o país. Salamanca, em particular, fica perto de uma fronteira que separa o território controlado por cada grupo. Ambos os cartéis querem dominar a cidade para impulsionar seus negócios de tráfico de drogas e roubo de combustível.

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    Ameaças de Trump

    O massacre de domingo foi um acontecimento especialmente indesejável para o governo mexicano, que vem realizando uma campanha agressiva contra os cartéis em um esforço para demonstrar à Casa Branca que está comprometido em impedir o fluxo de drogas para os Estados Unidos.

    O presidente americano, Donald Trump, vem ameaçando o México com ataques terrestres há meses, alegando que organizações criminosas controlam a nação vizinha. Sua homóloga, Claudia Sheinbaum, afirmou repetidamente que um ataque unilateral seria uma violação da soberania mexicana.

    Recentemente, ameaças cada vez mais específicas, bem como a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, aumentaram os temores entre as autoridades mexicanas de que seu país possa ser o próximo alvo. A Casa Branca também tem pressionado as autoridades do outro lado da fronteira sul para que permitam a presença de forças americanas no México.

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