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Assassino de George Floyd é condenado a 22 anos e meio de prisão

Caso gerou ondas de protesto sobre abuso policial e racismo

Por Duda Gomes 25 jun 2021, 19h00

O ex-policial Derek Chauvin foi sentenciado nesta sexta-feira, 25, a 22 anos e meio de prisão, pela morte de George Floyd, em maio do ano passado. Ele foi condenado por homicídio em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio culposo em segundo grau. 

No ano passado, Chauvin matou o homem negro de 46 anos depois de pressionar o pescoço dele com o joelho por quase nove minutos, em uma rua na ciade de Mineápolis.O ex policial foi preso dias depois do crime, mas pagou uma fiança de US$ 1 milhão para deixar a cadeia. 

 A sentença foi proferida pelo juiz Peter A. Cahill do Tribunal Distrital do Condado de Hennepin, e o ex-policial, só falou durante o julgamento para prestar condolências à família de Floyd. O agente está preso desde o julgamento, que terminou no dia 20 de abril, e mantido em confinamento solitário, pela própria segurança.

O juiz considerou que Chauvin agiu com crueldade, principalmente por crianças e adolescentes estarem presentes no local na hora do assassinato. No momento, umas das jovens presentes registrou o crime com um vídeo que viralizou na internet. Além disso, o oficial também teve a ajuda de três colegas de profissão, que seguravam o homem no chão enquanto ele gritava que ‘não conseguia respirar’. Os outros policiais também estão sendo indiciados como cúmplices, e julgamento está marcado para março do ano que vem. 

O crime gerou uma onda de protesto ao redor do mundo contra o racismo e a violência da polícia. De acordo com uma pesquisa da Bowling Green State University, além de Chauvin, apenas dez policiais foram condenados nos Estados Unidos por homicídios em serviço desde 2005.

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