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Assange afirma que Equador ‘simpatiza com sua luta’

Fundador do WikiLeaks diz que não sabe por quanto tempo ficará na embaixada do país sul-americano e acusa a Austrália de abandoná-lo

Por Da Redação 22 jun 2012, 01h48

Refugiado na embaixada do Equador em Londres desde terça-feira, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, mostrou confiança de que conseguirá asilo político no país sul-americano. Em sua primeira entrevista após violar a condicional, Assange contou para o canal australiano ABC que escolheu apelar para nação comandada por Rafael Correa porque ela “simpatiza com a sua luta”. O jornalista, contudo, declarou que não sabe se o seu pedido será aceito e nem quanto tempo ele permanecerá refugiado lá.

Entenda o caso

  1. • Julian Assange é acusado de agressão sexual por duas mulheres da Suécia, mas nega os crimes, diz que as relações foram consensuais e que é vítima de perseguição.
  2. • Ele foi detido em 7 de dezembro de 2010, pouco depois que o site Wikileaks, do qual é o proprietário, divulgou milhares de documentos confidenciais da diplomacia americana que revelam métodos e práticas questionáveis de muitos governos – causando constrangimentos aos EUA.
  3. • O australiano estava em prisão domiciliar na Grã-Bretanha, até que em maio de 2012 a Justiça determinou sua extradição à Suécia; desde então, ele busca meios jurídicos para ter o caso reavaliado, com medo de que Estocolmo o envie aos EUA.

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Na conversa, o fundador do WikiLeaks também afirmou que foi “abandonado” por seu país de origem, a Austrália.

Assange fugiu para a embaixada equatoriana em Londres na última terça-feira após perder uma batalha legal na Grã-Bretanha, que deu sinal verde para sua extradição à Suécia, onde enfrenta denúncias de agressão sexual. Ele nega as acusações e afirma que é perseguido por motivos políticos. O Wikileaks divulgou desde 2010 milhares de informes diplomáticos confidenciais que revelaram métodos e práticas questionáveis de muitos governos, especialmente dos Estados Unidos. Assange teme que uma extradição para a Suécia facilitaria sua transferência para os EUA, onde enfrentaria acusações que poderiam levá-lo à pena de morte.

Na entrevista, o fundador do WikiLeaks criticou o governo australiano por não tomar nenhuma atitude para evitar sua extradição e acusou as autoridades de seu país de usar uma “retórica escorregadia” sobre o seu caso.

Rafael Correa – Na quarta-feira, o presidente do Equador, Rafael Correa, disse que seu país está analisando o pedido de asilo do fundador do Wikileaks. Em uma breve declaração no Rio de Janeiro, onde participá da Rio+20, ele afirmou: “Somos um país de liberdade”. Já a embaixadora do país em Londres, Ana Albán, explicou que a decisão tomada pelo Ministério das Relações Exteriores do Equador levará em conta “a longa e bem estabelecida tradição do país de apoio aos direitos humanos”.

(Com agência EFE)

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