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Após protestos derrubarem governo, premiê interina do Nepal faz promessas à geração Z

Sushila Karki diz que novo governo vai combater a corrupção, criar empregos e elevar o padrão de vida no país, respondendo aos manifestantes

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 set 2025, 09h12 •
  • Em seu primeiro discurso público desde que assumiu o cargo, a primeira-ministra interina do Nepal, Sushila Karki, prometeu nesta sexta-feira, 19, combater a corrupção, criar empregos e elevar o padrão de vida, abordando algumas das principais questões por trás da onda de protestos que, liderada por jovens da geração Z, derrubou o governo do país.

    O movimento viu cenas violentas, com invasões à Suprema Corte, o Parlamento, sedes de partidos e casas de políticos. Muitos dos edifícios foram incendiados, com danos calculados em até US$ 1,5 bilhão, segundo o Ministério da Energia, Infraestrutura Física, Transporte e Desenvolvimento Urbano. A polícia e o Exército usaram força letal na repressão dos manifestantes, deixando pelo menos 72 mortos e mais de 2.100 feridos. Em meio ao caos, o então premiê Khadga Prasad Sharma Oli renunciou ao cargo, sendo seguido por vários ministros de Estado.

    O estopim dos atos foi a proibição, pelo governo Oli, de 26 redes sociais que não cumpriram com uma nova — e repentina — exigência regulatória. A população, em especial os jovens, viram a medida como censura, uma vez que ocorreu durante uma onda de críticas a políticos nas plataformas digitais, que denunciava o estilo de vida luxuoso de governantes e seus filhos (apelidados de “nepo kids“). Uma vez nas ruas, manifestantes também começaram a expressar sua insatisfação acumulada com a corrupção endêmica, a desigualdade econômica e o poder da envelhecida elite política.

    Depois de dois dias de protestos na semana passada, Karki reconheceu nesta sexta-feira que tudo foi desencadeado pela frustração com fracassos do governo.

    “Devemos aceitar o fato de que os protestos ocorreram devido à falha em cumprir o espírito e os objetivos de proporcionar boa governança e prosperidade consagrados na constituição”, disse ela em discurso que marcou o dia nacional do Nepal e o 10º aniversário da proclamação da Constituição.

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    Ex-presidente da Suprema Corte, Karki foi nomeada para o cargo na semana passada, após negociações entre representantes dos manifestantes, o presidente (cujo poder no Nepal é cerimonial) e o chefe do Exército. A primeira mulher a liderar o Nepal, ela foi incumbida de realizar novas eleições em 5 de março.

    Durante sua fala, a premiê afirmou que o governo está comprometido em criar empregos, melhorar a qualidade de vida da população e aumentar a transparência em seu trabalho. Enquanto isso, outros representantes do governo fizeram um apelo para que os nepaleses no país e seus 2,2 milhões de compatriotas no exterior (7,5% da população) contribuam para a reconstrução do país após os protestos.

    Algumas audiências da Suprema Corte estão sendo feitas em tendas, uma vez que a maioria das estruturas, documentos e sistemas de TI dos tribunais foram destruídos durante os distúrbios. O porta-voz da polícia, Binod Ghimire, disse ter recebido mais de 30 mil e-mails depois de um pedido para que a população enviasse vídeos, fotos e outros documentos para ajudar a corporação a investigar a violência.

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