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Após posse de Trump, Xi e Putin falam em elevar relações a ‘novo patamar’

Em videochamada, o presidente chinês destacou a expansão da cooperação bilateral e do comércio entre Pequim e Moscou

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jan 2025, 09h40 • Atualizado em 21 jan 2025, 11h58
  • O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou estar pronto para elevar as relações entre China e Rússia a “um novo patamar” durante uma videochamada com seu homólogo russo, Vladimir Putin, nesta terça-feira, 21, logo após a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

    Na ligação com Putin, o presidente chinês destacou que a cooperação bilateral entre Pequim e Moscou está se expandindo e que o comércio entre as nações também segue uma tendência de crescimento.

    Segundo Xi, a China está pronta para ajudar a Rússia a “enfrentar incertezas externas com base na manutenção da estabilidade e resistência ao estresse das relações China-Rússia para a prosperidade dos dois países, justiça internacional e igualdade”.

    Putin, por sua vez, elogiou o aumento de 7% no comércio entre os dois países, o que equivale a mais de 220 bilhões de dólares (cerca de 1,3 trilhão de reais).

    “A China é o maior consumidor de recursos energéticos russos. Mantemos o primeiro lugar em termos de exportações de petróleo para a China. Cinco anos atrás, junto com vocês, lançamos o gasoduto Poder da Sibéria, e hoje a Rússia assumiu o primeiro lugar em suprimentos de gás natural para a China”, destacou o chefe do Kremlin.

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    Guerra na Ucrânia

    A videochamada entre os líderes ocorreu logo após a cerimônia de posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira.

    Desde o início da guerra na Ucrânia, há dois anos, a China tem reforçado sua posição como parceira estratégica da Rússia, fornecendo bens de dupla utilização que beneficiam a indústria de defesa russa, como drones e microchips. Apesar disso, Pequim nega apoiar diretamente os esforços militares de Moscou contra Kiev.

    A China também se posiciona como mediadora no conflito e critica o papel dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que, segundo o governo chinês, “agravam” a guerra ao fornecer armas à Ucrânia.

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    Nova ordem mundial

    Diante de Trump, rivais como Rússia e China veem sinais negativos e positivos na perspectiva de uma ordem global mais instável. A famosa imprevisibilidade do novo presidente e posições opostas em áreas críticas deixam as duas potências com o pé atrás.

    Por outro lado, Moscou espera se beneficiar da provável desidratação da Otan, aliança que considera uma ameaça existencial, e dá como certa a aquiescência da Ucrânia em sentar-se à mesa de negociação, diante do expresso desejo de Trump de acabar rapidamente com a guerra (era para ser no primeiro dia do mandato, mas faltou combinar com os russos e ucranianos).

    Já Pequim acaba de anunciar o superávit comercial recorde de 1 trilhão de dólares, 21% a mais do que no ano passado, o que mostra a espetacular penetração dos artigos chineses no mundo todo e debilita a intenção de Trump de taxar em 30% todos os produtos feitos lá. Para realmente impactar o poderio do gigante asiático, a política anti-­China teria de ser uma ação coordenada com outros países, tanto no acesso a seus mercados quanto no desenvolvimento de tecnologias de ponta, outro fator sensível na rivalidade entre Pequim e Washington. Essa parceria não aconteceu até agora e tem menos chances ainda com o discurso belicoso trumpista.

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