Após ataque ao Irã, Forças Armadas de Israel convocam 100 mil reservistas
Operação conjunta com os EUA matou dezenas de comandantes militares, políticos e o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei
As Forças Armadas de Israel anunciaram neste domingo, 1°, que a mobilização de quase 100 mil reservistas como parte da campanha militar contra o Irã. Na véspera, uma ofensiva aérea conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra a nação persa matou dezenas de comandantes militares, políticos e o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, após negociações sobre o programa nuclear iraniano fracassarem na semana passada.
“O (Exército) está se preparando para convocar cerca de 100 mil reservistas e está elevando seu nível de prontidão em várias frentes como parte da Operação ‘Leão Rugidor'”, afirmou em comunicado, usando o nome dado pelo governo israelense ao ataque.
Segundo o jornal israelense The Times of Israel, cerca de 50 mil reservistas já foram convocados. Após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel no sábado, o Irã respondeu com uma onda sem precedentes de disparos retaliatórios por todo o Oriente Médio, visando vários países que abrigam bases militares americanas, incluindo Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. Os ataques continuaram durante todo o fim de semana, matando civis, danificando propriedades e paralisando o tráfego aéreo e marítimo em toda a região.
Ameaças do Irã
Em meio à escalada das tensões regionais, Saeed Khatibzadeh, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, frisou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cruzou “uma linha vermelha muito perigosa” ao assassinar o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Em entrevista à emissora americana CNN, o diplomata garantiu que a reação não virá apenas de Teerã, mas de todo o mundo xiita, e enfatizou que uma resposta será necessária.
“Do ponto de vista religioso, ele era um grande líder, então muitos seguidores xiitas em toda a região e no mundo reagirão a isso. É muito óbvio, porque o presidente Trump cruzou uma linha vermelha muito perigosa”, disse Khatibzadeh. “Não temos outra opção a não ser responder.”
A Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, também prometeu uma “punição severa” aos “assassinos” do líder supremo. Em comunicado, condenou “os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos malignos dos Estados Unidos e do regime sionista” e acrescentou: “A mão vingativa da nação iraniana não os deixará em paz até ter infligido aos assassinos do imã da Umma uma punição severa e decisiva que eles lamentarão”.
Em entrevista à emissora americana Fox News, Trump informou que “48 líderes foram eliminados de uma só vez”. Além de Khamenei, o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, o chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Mohammad Pakpour, o assessor próximo do líder supremo e que estava à frente do Conselho Nacional de Defesa, Ali Shamkhani, e o ministro da Defesa e Logística das Forças Armadas, Aziz Nasirzadeh, também foram assassinados.





