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Alex Saab: quem é o ‘testa de ferro’ de Maduro detido em Caracas

Captura do empresário, que foi ministro da Indústria e Produção Nacional do regime chavista, teria sido resultado de colaboração entre FBI e Venezuela

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 fev 2026, 09h47 • Atualizado em 5 fev 2026, 10h05
  • O empresário Alex Saab, considerado “testa de ferro” do ditador deposto Nicolás Maduro, foi capturado em Caracas na quarta-feira 4 como resultado de uma operação conjunta entre o FBI e a agência de inteligência da Venezuela.

    Um rico empresário colombiano-venezuelano, Saab foi ministro da Indústria e Produção Nacional durante o governo Maduro e havia sido afastado do cargo duas semanas após as forças americanas capturarem seu aliado em 3 de janeiro.

    Por volta das 2h00 locais de quarta-feira, o homem de 54 anos teria sido detido por membros do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) em uma luxuosa residência na capital venezuelana, de acordo com a rádio colombiana Caracol. Raúl Gorrín, um magnata da mídia bilionário, dono do canal de TV Globovisión, também teria sido detido no mesmo endereço.

    Embora a administração interina de Delcy Rodríguez não tenha confirmado imediatamente as prisões, um funcionário do governo americano afirmou à agência de notícias Reuters que Saab foi detido em decorrência da colaboração entre as autoridades de ambos os países. A fonte acrescentou que a expectativa é que ele seja extraditado para os Estados Unidos nos próximos dias.

    No entanto, o advogado de Saab, Luigi Giuliano, classificou as notícias sobre a detenção como “notícias falsas” e declarou ao jornal colombiano El Espectador que seu cliente estava “bem em Caracas”. Um representante de Gorrín, enquanto isso, falou ao The New York Times que o empresário estava em liberdade na noite de quarta-feira.

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    Quem é Saab

    A suposta detenção de Saab foi a mais recente reviravolta na vida do empresário nascido em Barranquilla, que ficou conhecido como um dos mais importantes operadores financeiros do chavismo sob Maduro. Em 2019, ele foi indiciado nos Estados Unidos por um suposto esquema de corrupção que teria desviado cerca de US$ 350 milhões em verbas públicas da Venezuela para contas bancárias de sua propriedade ou sob seu controle.

    No ano seguinte, o empresário foi preso após desembarcar em Cabo Verde durante um voo para o Irã e, após uma longa batalha judicial, extraditado para os Estados Unidos em 2021 para responder por lavagem de dinheiro. Ele também foi alvo de sanções no Reino Unido por desviar recursos destinados a programas públicos de alimentação e moradia para venezuelanos em situação de pobreza.

    No entanto, em dezembro de 2023, Saab – que nega todas as acusações – foi libertado como parte de um acordo de troca de prisioneiros com o governo do ex-presidente americano Joe Biden. Ele retornou à Venezuela e, um ano depois, Maduro nomeou seu aliado para o Ministério da Indústria – cargo do qual foi destituído em 16 de janeiro pela ex-vice do autocrata e agora presidente interina Rodríguez.

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    Situação instável

    A prisão de Saab é um lembrete da volatilidade da situação política na Venezuela, um mês após a queda de Maduro ter abalado o país que passou 13 anos sob seu punho de ferro. Depois da operação que levou à sua captura em janeiro, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estão “controlando” a nação sul-americana, enquanto seu secretário de Estado, Marco Rubio, alertou que Rodríguez poderia ter um destino pior que o de Maduro se não atendesse às exigências de Washington.

    Desde que assumiu o poder, a líder interina promoveu mudanças no gabinete de ministros e nas Forças Armadas, incluindo o chefe da segurança presidencial e o ministro da Comunicação e Informação. No entanto, outros nomes importantes do movimento chavista permanecem no poder, incluindo o temido ministro do Interior Diosdado Cabello, que controla as forças de segurança e os grupos paramilitares da Venezuela.

    Rodríguez tem tentado equilibrar-se numa corda-bamba, negociando com a Casa Branca e flexibilizando o setor petrolífero do país ao mesmo tempo em que mantém um discurso chavista para o público interno, temerosa de ser vista como “marionete”.

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