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Ações de Trump em Washington são ‘alarmantes e sem precedentes’, diz prefeita

Presidente dos EUA federalizou a polícia local e acionou a Guarda Nacional para 'restabelecer lei e ordem' na capital, embora crime esteja em queda

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 ago 2025, 08h11 •
  • Depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assumiu o controle da polícia de Washington, D.C., e ordenou o envio da Guarda Nacional à capital americana, a prefeita, a democrata Muriel Bowser, descreveu suas ações como “alarmantes e sem precedentes” em declaração na segunda-feira 11 — embora tenha tentado evitar críticas diretas ao líder republicano.

    Opositores rapidamente condenaram a medida como um ataque “repugnante, perigoso e depreciativo” à independência política da cidade. O controle da segurança local pelo governo federal deve durar 30 dias, afirmou a Casa Branca. A decisão ocorreu em meio a ameaças do republicano de tomar o controle total de Washington, o que colocaria fim à autonomia que conquistou há cinco décadas. Desde 1973, a capital pode eleger um governo local, ainda que o Congresso dos Estados Unidos tenha permissão para revisar suas leis e seu orçamento.

    Dados versus Trump

    Em entrevista coletiva na Casa Branca na segunda-feira, Trump justificou que se trata de “uma ação histórica para resgatar nossa capital do crime, do derramamento de sangue, da desordem, da miséria e de coisas piores. Este é o dia da libertação em D.C. e vamos retomar nossa capital”.

    Ele descreveu Washington como “uma das cidades mais perigosas do mundo”, alegando que sua taxa de homicídios é maior do que a de Bogotá, na Colômbia, ou da Cidade do México, capital mexicana. No entanto, os dados contam outra história. Segundo o Departamento de Polícia Metropolitana de Washington, a criminalidade geral do distrito federal diminuiu 7% desde o ano passado, enquanto crimes violentos despencaram 26% e crimes contra a propriedade reduziram em 5%. Trata-se, portanto, de um novo cerco deliberado de Trump.

    O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, que estava entre as autoridades que se juntaram a Trump no anúncio, disse que 800 soldados da Guarda Nacional seriam despachados às ruas de Washington na próxima semana. “Eles serão fortes, serão resistentes e apoiarão seus parceiros na aplicação da lei”, garantiu.

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    Corda bamba

    Mais tarde, Muriel Bowser, que tem apostado numa boa relação com o líder do país desde o seu retorno à Presidência, em 20 de janeiro, descreveu a intervenção como “alarmante e sem precedentes”, mas se recusou a criticar o presidente diretamente.

    “Já disse antes, e repito, que acredito que a visão do presidente sobre Washington é moldada por sua experiência na era da covid-19 durante seu primeiro mandato”, disse ela a repórteres. “É verdade que aqueles foram tempos mais desafiadores em relação a algumas questões. Também é verdade que vivenciamos um pico de criminalidade pós-covid, mas trabalhamos rapidamente para implementar leis e táticas que tiraram os criminosos violentos de nossas ruas e deram aos nossos policiais mais ferramentas.”

    É uma estratégia diferente da adotada pelo democrata Gavin Newsom, governador da Califórnia, quando Trump decidiu enviar a Guarda Nacional para conter uma onda de protestos contra as políticas imigratórias do governo federal. Newsom bateu de frente com o presidente — ganhando apoio, mas tornando-se também saco de pancadas.

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