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A estratégia dos democratas para bloquear a agenda de Trump

Dívida pública americana vai ocupar o centro dos debates no Congresso

Por Ernesto Neves 27 jan 2025, 13h04 • Atualizado em 27 jan 2025, 13h10
  • Representantes do Partido Democrata estão considerando forçar um confronto sobre o limite da dívida pública como uma estratégia para conter os amplos planos do presidente Donald Trump de reformular a economia dos Estados Unidos e reestruturar o governo federal.

    Nos últimos 30 anos, os republicanos utilizaram a ameaça de um calote nacional para pressionar os democratas a negociar com base nas demandas do Partido Republicano.

    No entanto, à medida que os Estados Unidos se aproximam novamente de uma potencial crise da dívida, os democratas enxergam uma oportunidade de mudar o jogo: interromper a agenda de Trump e retirar o limite da dívida como um ponto de disputa em futuras batalhas legislativas.

    Na semana passada, a dívida nacional atingiu o limite legal de 31,4 trilhões de dólares.

    Esse limite, advertem economistas, não reduz diretamente os gastos, mas impede o país de contrair novos empréstimos para arcar com despesas previamente aprovadas pelo Congresso.

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    Caso o Congresso não tome medidas para suspender ou elevar esse limite, o Departamento do Tesouro liderado por Trump será obrigado a interromper os empréstimos. Isso pode desencadear uma calamidade econômica, potencialmente afundando a economia dos EUA e provocando uma crise global.

    Os republicanos controlam ambas as câmaras do Congresso, além da Casa Branca, e têm a capacidade de aumentar o limite da dívida por conta própria.

    Contudo, divisões internas sobre os gastos dificultam esse caminho. Enquanto o Partido Republicano da Câmara se reúne nesta semana no resort de golfe de Trump, em Doral, para tentar superar suas divergências, os líderes republicanos reconhecem que provavelmente precisarão dos votos democratas para aprovar o aumento do limite da dívida. E os democratas, é claro, sabem disso.

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    Agora fora do poder, os democratas afirmam que devem aproveitar o prazo deste ano como uma oportunidade para abolir o limite da dívida — ou suspendê-lo por décadas — uma ideia que alguns em suas fileiras defendem há anos.

    Ainda antes de assumir seu segundo mandato, o presidente ordenou, em dezembro, que os republicanos incluíssem o aumento do teto da dívida como parte de um projeto de lei de financiamento do governo.

    Essa decisão interrompeu as já frágeis negociações entre o presidente da Câmara, Mike Johnson, e membros do flanco de extrema direita do partido, alguns dos quais nunca votaram a favor de um aumento do teto da dívida.

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    No entanto, os republicanos da Câmara não conseguiram chegar a um consenso em torno da demanda de Trump, com muitos se recusando a suspender o teto de empréstimos sem cortes de gastos correspondentes.

    O então vice-presidente eleito JD Vance, ainda no Senado, e Russell Vought, indicado por Trump para liderar o Escritório de Orçamento da Casa Branca, ajudaram a elaborar um acordo interno entre os republicanos.

    Pelo acordo, o partido cortaria US$ 2,5 trilhões em gastos ao longo de 10 anos e aumentaria o limite da dívida em US$ 1,5 trilhão.

    A negociação foi confirmada por duas fontes familiarizadas com o assunto, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a discutir as conversas privadas.

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