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A dura resposta do Tribunal Penal Internacional após sanções de Trump

O presidente americano emitiu ordem contra a Corte acusando-a de promover 'ações ilegítimas e infundadas' contra os EUA e Israel

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 fev 2025, 06h47 • Atualizado em 9 fev 2025, 08h13
  • O Tribunal Penal Internacional reagiu nesta sexta-feira, 7, ao decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impõe sanções à instituição. Em comunicado, a Corte condenou a ordem executiva do republicano e prometeu “continuar fornecendo justiça e esperança” ao redor do mundo.

    “O TPI condena a emissão pelos EUA de uma Ordem Executiva buscando impor sanções a seus funcionários e prejudicar seu trabalho judicial independente e imparcial”, afirmou a Corte em nota divulgada no site oficial.

    “O Tribunal apoia firmemente seu pessoal e promete continuar fornecendo justiça e esperança a milhões de vítimas inocentes de atrocidades em todo o mundo, em todas as situações diante dele. Apelamos aos nossos 125 Estados Partes, à sociedade civil e a todas as nações do mundo para que se unam pela justiça e pelos direitos humanos fundamentais”, acrescentou.

    Por que Trump emitiu ordem contra o TPI?

    Na quinta, Donald Trump assinou um decreto que impõe sanções ao Tribunal Penal Internacional. O documento justifica a medida com o argumento de que a Corte promove “ações ilegítimas e infundadas” contra os EUA e “seu aliado próximo Israel”. Trump se encontrou nesta semana com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington.

    Segundo a agência Reuters, a medida impõe sanções financeiras e de visto a indivíduos que auxiliem nas investigações do TPI sobre cidadãos americanos ou aliados do país. Ativos dessas pessoas serão congelados e elas não poderão viajar aos Estados Unidos. Um anexo, ainda a ser publicado, deve listar os nomes dos alvos.

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    “Nenhum dos dois países [EUA e Israel] reconhece a jurisdição do TPI, e as duas nações são democracias prósperas com Forças Armadas que aderem estritamente às leis da guerra”, diz o texto do decreto.

    Netanyahu e Trump
    Trump e Netanyahu se reúnem na Casa Branca (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP)

    Em novembro passado, o TPI emitiu mandados de prisão contra Netanyahu e seu ex-ministro da defesa, Yoav Gallant, acusando-os de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza. A Corte também emitiu mandados de prisão contra líderes do Hamas.

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    O TPI conta com 125 membros e é um tribunal permanente que pode processar indivíduos por crimes de guerra, crimes contra a humanidade, genocídio e crime de agressão contra o território de estados-membros ou por seus cidadãos. Os Estados Unidos, China, Rússia e Israel não são membros.

    Na semana passada, os democratas do Senado dos EUA impediram a aprovação de uma lei, encampada pelos republicanos, que imporia sanções visando o TPI.

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