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Leonardo Paixão é eleito o chef do ano em Belo Horizonte

Mesmo depois de firmar-se como uma referência nacional de cozinha mineira, ele não para de inventar boas novidades na cidade

Não é de espantar que Leonardo Paixão leve seu quarto título de chef do ano. Falante, inquieto e criativo, ele não para de surpreender o paladar dos belo-horizontinos. Os últimos doze meses foram de intenso trabalho: Paixão inaugurou o Nico Sanduíches, um endereço bem informal dedicado aos hambúrgueres e lanches; quase dobrou a capacidade do gastrobar campeão, o Nicolau, e tocou uma reforma no Glouton sem interromper o funcionamento da casa. “É como trocar roda de carro andando”, diverte-se. Aos 38 anos, o ex-médico que largou tudo para estudar gastronomia em Paris, na École Supérieure de Cuisine, descobriu que sua identidade na cozinha está intimamente ligada às raízes mineiras — e ele parece cada vez mais à vontade com isso.

No comando de uma equipe com cerca de 100 funcionários, ele não pensa duas vezes antes de pôr a mão na massa e orientar a brigada sobre a melhor forma de limpar um peixe ou manipular um pedaço de carne. Aliás, ensinar profissionais novatos também está entre seus afazeres: ele criou o programa batizado de Academia de Voo, que acolhe iniciantes para estágios de seis meses nas cozinhas do grupo. No Glouton, por exemplo, eles podem ajudar no preparo de alguns dos clássicos do menu, caso da papada de porco guarnecida de purê de batata-doce e picles de mini-legumes orgânicos. Na agenda apertada do chef ainda cabem outros planos, como o projeto de um bar de coquetelaria e shows de jazz, instalado na região central da capital mineira e que deve abrir as portas até o fim do ano, e a gravação de um novo reality culinário com o chef francês Claude Troisgros, com previsão de estreia para outubro na Globo. E tudo isso sem abrir mão dos cafés da manhã em casa, na companhia da mulher, a médica Taís, e dos filhos João Pedro e Lucas, de 3 e 6 anos.