São Silvestre bate recorde de público
Com novos organizadores à frente da edição, corrida passa por mudanças que atraem o maior número de patrocinadores e parceiros da história do evento
Há um século, o jornalista e advogado Cásper Líbero estava em Paris, quando assistiu uma corrida noturna, em que os participantes carregavam uma tocha na mão. Maravilhado com a visão, resolveu montar uma prova semelhante em São Paulo, batizada de São Silvestre, em homenagem ao santo do dia. Aberta oficialmente, 60 pessoas se inscreveram, 48 participaram de fato, e 37 se classificaram. Este ano, a prova estaria na sua centésima edição, mas em 2020, devido a pandemia da Covid, foi suspensa, o que empurrou os festejos para 2025. Mesmo sem comemorações oficiais de aniversário, esta edição bateu recorde histórico de inscrições, com 37,5 mil participantes –2,7 mil a mais que no ano passado.
Em parte, isso se deve ao novo formato da prova, que ganhou impulso comercial com a mudança do organizador, que pela primeira vez é a Vega Sports, holding de negócios esportivos, que tem no portfólio a Asics Golden Run e a Ayrton Senna Race. O primeiro reflexo da mudança é o tamanho do pool de patrocinadores, que conta agora com 11 marcas, o maior número da sua história. O evento que já tem grande visibilidade, por ser a maior prova de rua da América Latina, traz uma série de novidades, que atraíram mais o interesse das marcas.
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O mais impactante foi a realização da Expo São Silvestre, uma feira esportiva, realizada em uma área de 7 mil m², no Pavilhão do Ibirapuera, de 27 a 30 de dezembro. Trata-se de um espaço planejado para reunir todas as marcas envolvidas na prova para que possam exibir, ativar e vender seus produtos. Maior patrocinadora do evento, a empresa japonesa de artigos esportivos, a Asics, por exemplo, criou uma série limitada de produtos para a São Silvestre, como camisetas, bermudas, bonés e viseiras com a frase “Quem tem medo da Brigadeiro?”. Ela se refere à subida íngreme da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, que faz parte do percurso de 15 quilômetros da corrida. Para atrair os participantes, a distribuição dos kits foi realizada durante a Expo, que acaba nesta segunda-feira.
A prova será transmitida pelas TVs Gazeta e Globo. Pela primeira vez, a largada será em ondas, para facilitar a dispersão dos participantes. Às 7h25, a primeira saída é exclusiva para cadeirantes, em seguida parte a elite feminina (7h45) e masculina (8h05), na sequência, o pelotão dos cadeirantes com guia e os demais atletas. A largada e a chegada acontecem na Avenida Paulista, porem em trechos diferentes. Os atletas saem do quarteirão entre as Ruas Frei Caneca e Augusta e chegam, em frente da Fundação Cásper Líbero. Há cem anos, com apenas 8 quilômetros de percurso, a São Silvestre era realizada à noite e planejada para que o primeiro participante passasse na frente da Gazeta à meia noite e a sirene do prédio acionada. Não dá para negar que era bem mais romântica, principalmente para o vencedor que cruzava a linha juntos com os fogos da cidade.
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