Raphinha considera ‘normal’ receber apoio diferente de brasileiros e estrangeiros
Atacante do Barcelona saiu jovem do Brasil sem ‘criar conexão’ com nenhum clube no país
O camisa 11 da seleção brasileira, Raphinha, admitiu sentir apoio diferente do brasileiro e de estrangeiros que torcem por ele. Em coletiva de imprensa nesta quarta, 10, o atacante do Barcelona diz que considera a situação ‘normal’ já que saiu do país sem criar conexão com nenhum clube. Apesar das críticas que comparam a sua atuação pelo time catalão melhor do que na seleção, o jogador considera boa sua entrega pela amarelinha neste ciclo turbulento rumo ao Mundial.
“Para ser sincero, sinto que realmente é diferente o carinho do torcedor brasileiro do pessoal de fora que me acompanha diariamente”, disse Raphinha. O jogador saiu cedo do Brasil, aos 20 anos, da base do Avaí para o Vitória Guimarães, hoje, na terceira divisão de Portugal. Chamou a atenção do Sporting, depois foi para o Leeds, na Inglaterra, e desde 2022 defende o Barcelona.
“Eu tento dar o meu melhor sempre, vai ter dias que não vou conseguir entregar um bom futebol, mas a vontade eu sempre vou entregar. É inadmissível eu não entregar tudo dentro de campo. Mas eu sempre busco dar o meu melhor. Acho que é natural, que sair muito jovem do Brasil, não ter conexão com nenhum clube, É normal que a galera ainda desconfie, que não tenha essa conexão e tá tudo bem”, concluiu.
Indo para sua segunda Copa do Mundo, Raphinha sofre comparações da sua atuação no Barcelona e na seleção brasileira. Na premiação da Bola de Ouro do ano passado, da revista France Football, o jogador ficou em quinto lugar por sua temporada 2024/25 com a Tríplice Coroa espanhol conquistada no clube com 34 gols, 22 assistências em 57 partidas.
Pela seleção, fez 39 jogos, e 11 gols na carreira, mas participou de apenas seis dos 12 jogos comandados por Ancelotti em seu primeiro ano de comando por conta de lesões.
Apesar das dificuldades pessoais e do ciclo da seleção, Raphinha considera boa a sua entrega pela canarinho: “Eu acho que eu já consegui entregar sim muita coisa pela seleção. Obviamente, a gente não pode ser hipócrita e falar que foi igual aconteceu no clube. Mas acho que dentro do possível, dentro do que a gente estava passando principalmente nesse último ciclo de Copa, acredito que consegui entregar sim, um bom futebol.”
“Mas como a gente, principalmente dentro do vestiário sabe, que a seleção brasileira é feita de resultados. Se a gente não tiver resultado, a gente vai ser cobrado. E a partir do momento que a gente for cobrado pelo que a gente está fazendo no clube, é porque a gente tem total capacidade de fazer pela seleção também. Eu mais do que ninguém, sou um que se tiver que falar que a gente precisa melhorar, vou falar, e não tenho problema com isso”, afirmou.
Confira a programação de jogos do Brasil
- 13/06, 19h – Brasil x Marrocos (Nova Jersey, EUA)
- 19/06, 22h – Brasil x Haiti (Filadélfia, EUA)
- 24/06, 19h – Brasil x Escócia (Miami, EUA)
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