Novas Revelações: Acesse com exclusividade novas revelações de Vorcaro. Assine Agora!

O Rei Pelé e seu manto verde-amarelo

Campeão mundial aos 17 anos, o jogador devolveu a autoestima da seleção e consagrou-se em 1970 como maestro do melhor time de todos os tempos

Por Celso de Campos Jr. 29 dez 2022, 16h20 | Atualizado em 29 dez 2022, 16h52
O Rei Pelé e seu manto verde-amarelo Priorize VEJA no Google

Quando Pelé estreou com a camisa canarinho, em julho de 1957, entrando no segundo tempo de uma derrota para a Argentina no Maracanã, o Brasil ainda lambia as feridas da tragédia do Maracanazo. O fiasco no Mundial da Suíça, em 1954 – derrota incontestável para a poderosa Hungria –, em nada havia ajudado na recuperação da autoestima da torcida. Mas a visão daquele jovem craque desfilando sua habilidade no escrete nacional conseguiu levantar os ânimos do país: em fevereiro de 1958, quatro meses antes do início da Copa da Suécia, o cronista Nelson Rodrigues já havia chamado Pelé de “Rei” e previsto que seria ele o responsável pela redenção da seleção, com a conquista do tão sonhado título em terras escandinavas.

Pelé em sua primeira Copa do Mundo, na Suécia -
Pelé em sua primeira Copa do Mundo, na Suécia – (Schirner/Getty Images)

Dito e feito. Aos 17 anos, o garoto foi a chama que incendiou um time de feras – Garrincha, Didi, Bellini, Nilton Santos e companhia bela – rumo ao título em Estocolmo. A vitória de 5 a 2 sobre os anfitriões coroou a campanha irresistível da equipe no torneio que apresentou Pelé ao mundo do futebol – o espetacular tento da vitória contra o País de Gales, nas oitavas de final, bem como a obra-prima na final contra a Suécia, foram inequívocos cartões de visita de sua genialidade.

Suas participações nas duas Copas seguintes, no entanto, foram pouco memoráveis: em 1962, lesionou-se ainda na primeira fase e viu das arquibancadas o bicampeonato brasileiro; em 1966, não conseguiu levar a desorganizada equipe amarelinha à segunda fase – e, para piorar, foi vítima da carnificina dos zagueiros portugueses no jogo que decretou a eliminação da seleção no torneio.

Continua após a publicidade
Pelé e Mané Garrincha na Copa de 1962, no Chile -
Pelé e Mané Garrincha na Copa de 1962, no Chile – (S&G/PA/Getty Images)

Depois disso, muitos passaram a dizer que Pelé estava acabado para o futebol. Determinado a provar o contrário, o Rei preparou-se física e mentalmente como nunca para o Mundial do México – um regime de treinamentos específicos que durou quase um ano. O resultado foi mostrado ao vivo e em cores para todo o planeta: a conquista da Copa de 1970 e a consagração como o maestro do maior time de futebol de todos os tempos.

Continua após a publicidade

Pelé é o recordista de gols com a camisa da seleção brasileira com 77 bolas na rede, empatado com Neymar, em 91 partidas disputadas consideradas pela Fifa como oficiais. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também leva em conta jogos de seleções contra clubes e outros combinados, que deixam o rei com 95 gols em 113 jogos. 

Pelé com a camisa 10 da seleção -
Pelé com a camisa 10 da seleção – (Lemyr Martins/VEJA)
Continua após a publicidade

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, um celular e um notebook exibindo o site da revista, sobre fundo preto com texto BLACKFRIDAY repetidoBanner de Black Friday com fundo roxo e preto, exibindo a palavra BLACKFRIDAY repetida. À direita, um laptop prateado com uma imagem de carro na tela, um smartphone com um site de notícias e uma revista Veja aberta com uma foto de comida.
ECONOMIZE ATÉ 83% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 3,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).