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O que Lionel Messi tem de sobra e Neymar nem chega perto

Artilheiro das Copas, argentino marcou em partida contra Áustria nesta segunda-feira, 22

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jun 2026, 15h02 | Atualizado em 23 jun 2026, 11h22
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Certa vez Pelé disse que “futebol é a arte do impossível”. Atribuída ao poeta francês Jean Cocteau, a frase “não sabendo que era impossível, foi lá e fez”, parece criada para uma metáfora futebolística. Ainda que não tenha sido o caso. Há quem faça o impossível entendendo-o como possível. 

A genialidade de Lionel Messi costuma ser explicada pela combinação de talento técnico, inteligência de jogo e regularidade ao longo de mais de duas décadas. Enquanto muitos craques se destacam por um fundamento específico (velocidade, força física ou finalização), Messi agrupa todos os quesitos em alto nível, jogando a comparação com qualquer outro atleta da atualidade em uma desvantagem sem igual. Sua capacidade de conduzir a bola colada aos pés em velocidade, mudar de direção em segundos mínimos e tomar decisões corretas em frações de segundo faz com que pareça estar sempre um passo à frente dos adversários.

Mas Messi não é apenas um driblador exímio e veloz; ele enxerga possibilidades que muitos não percebem em campo. Nesta segunda-feira, 22, na vitória da Argentina contra a Áustria, se tornou o maior artilheiro da história dos Mundiais. Mas não é por acaso. Ao longo da carreira, atuou como ponta, falso nove, meia-armador e organizador, adaptando-se às mudanças do futebol sem perder eficiência. Essa inteligência tática, somada a números impressionantes de gols, assistências e títulos, fez com que especialistas o colocassem ao lado de Pelé e Diego Maradona no hall dos maiores jogadores da história.

Há ainda um elemento que não se ensina: sua naturalidade. Messi parece frio nas jogas, o que não raro o faz parecer simples nas suas atitudes. Se cai, logo levanta. Se chuta para fora, logo quer bola rolando de novo. Se faz o gol, já parece penar no próximo. Messi está muito superior de Neymar por esses todos e tantos outros motivos. Mas também é superior aos demais que ainda almejam escrever seu nome entre os maiores da Copa. Nesta geração, o posto já está muito bem ocupado. Messi dobra o impossível e joga certeiro para dentro do gol.

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