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NFL e NBA se unem em protestos contra Donald Trump

Jogadores de futebol americano desafiaram ordem do presidente e se ajoelharam durante o hino nacional; já o Golden State Warriors recusou ida à Casa Branca

A rodada deste domingo da NFL, a principal liga de futebol americano dos Estados Unidos, foi marcada por protestos contra o presidente Donald Trump em todos os jogos. Atletas se ajoelharam durante o hino nacional e outros deram as mãos em gesto de repúdio às declarações do presidente, que aconselhou as equipes a demitir os jogadores que protestassem durante o hino nacional. Um dia antes, o Golden State Warriors, campeão da NBA, também declarou repúdio a Trump.

Jogadores do Houston Texas ficam de braços dados durante hino nacional que antecede a partida em forma de protesto contra Donald Trump, que defendeu a demissão de jogadores que protestassem em campo Jogadores do Houston Texas de braços dados durante o hino

Jogadores do Houston Texas de braços dados durante o hino (David Butler II-USA TODAY Sports/Reuters)

Neste domingo, os jogadores do Pittsburgh Steelers, tradicional equipe da NFL, sequer entraram em campo, ficando nos vestiários, para a execução do hino do país, antes da partida contra o Chicago Bears, no estádio Soldier Field, em um dos confrontos mais esperados da terceira semana da competição.

Nos outros duelos, diversos atletas, a grade maioria negros, acompanharam a solenidade do hino ajoelhados, repetindo o protesto feito pelo quarterback Colin Kaepernick, então jogador do San Francisco 49ers e hoje sem time, contra a violência policial contra afro-americanos em diversos jogos da temporada passada. Foi o gesto de Kaepernick que deu início a protestos maiores e às declarações de Trump.

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Um protesto significativo foi registrado também no jogo da liga disputado fora dos EUA, em Londres, na Inglaterra, entre Jacksonville Jaguars e Baltimore Ravens. O dono da franquia do time da Flórida, Shahid Khan, que nasceu no Paquistão, se juntou aos protestos, ficando de braços dados com jogadores do time, outra forma de manifestação adotada.

Antes das partidas, Donald Trump criticou, por meio de sua conta no Twitter, os atletas que fazem protestos durante o hino dos Estados Unidos, pedindo boicote do público e atitude severa dos proprietários de equipes.

“Se os fãs da NFL se negassem a ir às partidas até que os jogadores deixassem de faltar com o respeito à nossa bandeira e ao nosso país, veríamos uma mudança rápida. Que sejam demitidos ou suspensos”, afirmou Trump. “O público da NFL e os índices de audiência estão no chão. Muitos não vão porque amam o nosso país. A liga deveria apoiar os EUA”, completou.

No sábado, Trump também chocou os fãs de basquete ao desconvidar o armador Stephen Curry, astro do Golden State Warriors, atual campeão da liga americana de basquete (NBA), a visitar a Casa Branca. É tradicional que as equipes campeãs das competições americanas visitem a residência presidencial, mas o jogador admitiu que não queria ir à residência oficial em uma forma de protesto contra o presidente.

“Ir à Casa Branca é considerado uma grande honra para uma equipe. Stephen Curry está hesitando, então o convite está retirado!”, escreveu Trump sobre o jogador, um de seus mais famosos críticos. Após a mensagem, o Golden State confirmou que nenhum de seus representantes irá à Casa Branca e disse que aproveitará a viagem a Washington, prevista para fevereiro, para “celebrar a igualdade, a diversidade e a inclusão”.

Curry recebeu mensagens de apoio de vários astros da NBA, entre eles do ala LeBron James, do Cleveland Cavaliers, Kobe Bryant e Magic Johnson, ex-jogadores do Los Angeles Lakers.

(com agência EFE)