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O feito de Pelé que Neymar pode igualar se convocado

Assim como o Rei do Futebol, o atacante pode chegar a jogar em quatro Copas do Mundo

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 Maio 2026, 14h03 | Atualizado em 18 Maio 2026, 14h44

Se for convocado e entrar em campo na próxima Copa do Mundo, Neymar alcançará uma marca reservada a pouquíssimos jogadores da história do futebol brasileiro: será, ao lado de Pelé, um dos únicos atletas a vestir a camisa 10 da Seleção Brasileira em quatro Mundiais. O Rei utilizou o número mais emblemático do futebol entre 1958 e 1970, enquanto Neymar já carregou a responsabilidade nas edições de 2014, 2018 e 2022. Nilton Santos, Djalma Santos e Castilho também estiverem em quatro mundiais.

A coincidência para por aí. Neymar e Pelé tem diferentes trajetórias e legados em Copas do Mundo. Aos 17 anos, Pelé estreou no Mundial de 1958, e saiu campeão e protagonista de uma seleção que fez história no futebol. Aos 17 anos e 239 dias, marcou o gol da vitória contra o País de Gales (nas quartas de final), fez três gols na semifinal contra a França e dois gols na grande final contra a Suécia, com participação decisiva. Ao longo de quatro Copas, conquistou três títulos mundiais (1958, 1962 e 1970), feito jamais repetido por outro jogador. Neymar, por outro lado, chega à possível quarta participação sem levantar a taça. Enfrentou campanhas marcadas por eliminações traumáticas – para a torcida brasileira– e dificuldades físicas. 

Pelé disputou a quarta Copa aos 29 anos, ainda em alto rendimento. Neymar pode chegar ao quarto Mundial, aos 34, após uma sequência de lesões graves e dúvidas sobre condição física. A diferença de idades, talvez, nem conte tanto, uma vez que hoje o futebol é muito mais técnico. Mas o Rei construiu a imagem de uma ascensão contínua dentro da seleção, a trajetória recente de Neymar foi marcada por muitas interrupções.

Como sorte sempre conta na vida e na carreira, Pelé fez parte de um contexto histórico muito peculiar: brilhou entre as maiores estrelas do futebol como Garrincha, Jairzinho, Tostão e Rivelino, integrantes de um time que deixou saudade. Neymar, em diferentes ciclos, assumiu muitas vezes o papel de principal referência técnica e simbólica de um Brasil em busca de reconstrução e identidade competitiva.

Mesmo assim, só o fato de permanecer relevante o suficiente para disputar quatro Copas como camisa 10 exige talento excepcional, capacidade de adaptação e influência dentro do futebol brasileiro. Independentemente do debate sobre convocação, o fato de Neymar estar próximo de dividir essa marca com Pelé prova o tamanho do espaço que ainda ocupa — idependentemente das brigas de bastidores, problemas físicos e escândalos pessoais.

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