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Mayweather diz que ‘lutará pelos negros’ contra McGregor

Superluta entre o boxeador americano e o lutador irlandês vem sendo apimentada por provocações e acusações de racismo

A badalada luta entre Floyd Mayweather e Conor McGregor, marcada para o dia 26 de agosto, ganhou mais um ingrediente para reforçar a rivalidade. O boxeador americano acusou o campeão dos pesos-leves do UFC de racismo e disse que usará o combate para defender a causa negra e o povo americano.

Em entrevista recente ao programa Jimmy Kimmel Live, ao ser perguntado sobre o filme Rocky 3, McGregor questionou  se “este era o filme com os macacos dançantes na academia”. Sem especificar exatamente quem seriam os macacos, a declaração deu a entender que o irlandês se referia aos sparrings (auxiliares de treino de boxe), que aparecem no filme enquanto o protagonista Rocky Balboa treina em uma academia apenas para negros. O vídeo com a frase foi removido do canal do programa no YouTube.

“Não gostei de quando ele nos chamou de macacos. Acho que foi totalmente desrespeitoso. Ele se referiu a nós como macacos. Isso não me fez sair do meu personagem e ficar louco, mas simplesmente não gostei”, afirmou Mayweather, à ESPN americana.

“Isso me fez pensar em nossos diferentes líderes. Martin Luther King, Malcolm X. Eles foram para a linha de frente por mim, minha família e as pessoas mais próximas. Sou forte, inteligente e paciente. O dia 26 de agosto chegará e eu serei a mesma pessoa. E da mesma maneira que ele nos chamou de macacos, nós veremos se ele dirá o mesmo em 26 de agosto. Não será uma motivação, mas é por uma causa. É pelos americanos e por todos os negros ao redor do mundo”, completou.

McGregor já vinha sendo acusado de racismo em eventos de promoção da luta. Em julho, em Nova York, o irlandês tentou se defender das acusações – com uma frase de baixíssimo nível: “Vocês não sabiam que eu sou metade negro? Sou negro da cintura para baixo”, disse, antes de fazer uma “dança sensual” endereçada às suas “belíssimas fãs negras”. Desde então, McGregor vem se esforçando para provar que não é racista e que tudo não passou de “brincadeiras.”