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Justiça do Rio manda soltar braço direito de Nuzman

Leonardo Gryner foi preso na semana passada acusado de participar de um esquema para compra de votos para o Rio sediar os Jogos Olímpicos

Por João Pedroso de Campos 13 out 2017, 20h18

A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta sexta-feira, 13, a libertação do ex-diretor-geral de operações do Comitê Rio 2016, Leonardo Gryner, braço direito do ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Carlos Arthur Nuzman. Gryner foi preso na semana passada acusado de participar de um esquema para compra de votos para o Rio sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

Gryner foi preso no dia 5 e a prisão temporária foi renovada na segunda-feira. Nesta sexta, o juiz do caso, Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, expediu alvará de soltura de Gryner.

  • Segundo o magistrado, a manutenção da prisão de Gryner já não se faz mais necessária após a contribuição dada às investigações pela secretária de Nuzman, que também está detido desde a semana passada sob a acusação de intermediar a compra de votos para o Rio.

    “O investigado informa que a caixa de e-mails de Maria Celeste de Lourdes Campos Pedroso já se encontra acautelada na Secretaria deste Juízo, logo, não subsistiram as razões para manter o requerente preso”, informou a sentença de Bretas.

    “Considerando que não mais subsistem os motivos que ensejaram a prorrogação da prisão temporária do investigado, revogo a prisão temporária de Leonardo Gryner e que expeça-se imediatamente o alvará de soltura.”

    Nesta semana, Nuzman, que está detido por tempo indeterminado em um presídio do Rio de Janeiro, comunicou sua renúncia ao COB, decisão elogiada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

    A Justiça do Rio já negou pedidos da defesa de Nuzman pela libertação do dirigente.

    (Com Reuters)

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