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‘Gabigol é mais um problema que uma solução’

Amauri Segalla e Fábio Altman analisam início do Santos no estadual e alertam para incertezas

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jan 2026, 17h19 | Atualizado em 14 jan 2026, 17h20

O Bola Quadrada, programa de análise esportiva de VEJA, discutiu o início de temporada do Santos e a estreia de Gabigol, que terminou com vitória após virada nos minutos finais. Para os editores Amauri Segalla e Fábio Altman, o resultado anima a torcida, mas não autoriza euforia imediata, sobretudo diante das incertezas que cercam o elenco e o momento do clube (este texto é um resumo do vídeo acima).

O Santos saiu atrás no placar, mas reagiu com gol de Gabigol e confirmou a vitória no fim, com Thaciano. O episódio reacendeu o debate sobre a expectativa criada com a chegada do atacante, que retorna ao clube em meio a um jejum de títulos que dura desde 2016.

Dá para se animar com Gabigol no Santos?

Altman adotou tom cauteloso ao avaliar a contratação. Para ele, Gabigol é um jogador de altos e baixos, “que joga quando quer”, e cuja principal incógnita é a motivação ao longo da temporada. “Até quando ele vai se sentir motivado?”, questionou, ao afirmar que o rendimento pode oscilar rapidamente após a estreia.

Segalla reconheceu que o atacante se sente à vontade no clube e tem identificação com a torcida, mas concordou que o histórico recente inspira cuidado. Segundo ele, Gabigol é artilheiro, sabe se posicionar e “põe a bola dentro”, mas isso não elimina o risco de instabilidade.

Gabigol resolve ou cria novos problemas?

Para Altman, há a possibilidade de o atacante se tornar “mais um problema do que uma solução”, caso a motivação não se sustente. Ele lembrou que a carreira do jogador passou a oscilar desde a saída do Flamengo e que o comportamento mercurial virou marca registrada.

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Ainda assim, os comentaristas destacaram um aspecto positivo: a postura pública de Gabigol ao lidar com erros. Altman citou uma entrevista concedida após a perda de um pênalti decisivo, na qual o atacante reconheceu que falhas fazem parte da carreira. Para ele, a declaração revelou maturidade e consciência profissional.

E a parceria com Neymar, quando ele voltar?

A eventual formação de uma dupla com Neymar também entrou na pauta. Neymar segue em recuperação, sem previsão de retorno, mas a possibilidade de atuar ao lado de Gabigol gerou debate. Segalla avaliou que, se houver entrosamento, o Santos pode montar “um dos melhores ataques do Brasil”.

Altman, porém, voltou a esfriar a empolgação. Para ele, existe “um belo risco” de a parceria não funcionar, seja por questões físicas, seja pelo perfil dos dois jogadores. A avaliação foi de que o potencial é alto, mas a concretização depende de fatores ainda indefinidos.

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Um começo que pede cautela

A vitória na estreia e o gol de Gabigol são sinais positivos, mas insuficientes para mudar o patamar de expectativa do torcedor. Com os estaduais em andamento e elencos ainda em formação, Segalla e Altman defenderam prudência na análise do Santos.

Para eles, o clube dá um primeiro passo para aliviar a pressão, mas o verdadeiro teste será a regularidade — tanto de Gabigol quanto do time — ao longo da temporada.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Bola Quadrada (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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