Este não é um time, e não estamos falando da Bélgica
Com empurrão de Trump, EUA contou com Belogun em campo pelas oitavas de final da Copa do Mundo, mas não aproveitou da própria chicana e passou vergonha dupla
Não adiantou o jeitinho americano do presidente Donald Trump. Não adiantou recolocar Belogun, devidamente “perdoado” pela Fifa, todo pimpão na linha de ataque da seleção dos Estados Unidos. Não adiantou a torcida yankee lotando o estádio de Seattle e cantando a todo pulmão: U-S-A!, U-S-A!
Na noite de segunda-feira, 6, a Bélgica, capitaneada pelo técnico Ruddi Garcia, deu um nó nos EUA de Mauricio Pocchettino, além de ter aplicado um chocolate belga no fast food americano, uma goleada de 4 a 1, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Brilharam no lado dos diabos vermelhos o pirulão Charles De Ketelaere (duas vezes), o oportunista Hans Vanaken e o veteraníssimo Romelu Lukaku. A estrela solitária do lado contrário foi Malik Tillman, numa falta frontal em que a barreira desviou a bola das mãos de Courtois.
Os EUA, enfim, se depararam com a realidade cruel do futebol. O bom desempenho da fase de grupos e nos 16 avos de final mascarou as deficiências do time que tinha em Pulisic, em Weston McKennie, em Weston McKennie e até em Weston McKennie seus grandes pilares. Do lado belga, Garcia soube ler essas brechas e praticamente anulou o meio de campo americano, tanto que as melhores oportunidades dos yankees apareceram pelos lados, e ou pararam na defesa ou no muro Courtois. Além disso tudo, o treinador teve a sabedoria e a personalidade de deixar DeBruyne, que não vinha jogando nada, no banco, e foi devidamente respeitado pelo veterano jogador.
Duchamp, o artista que foi um dos símbolos da escola surrealista, inspirou a bela segunda camisa belga. E poderia também motivar uma paródia de sua obra mais significativa, Ceci n’est pas une pipe, ou Isto não é um cachimbo, para avaliar o que foi o desempenho americano nas oitavas de final da Copa do Mundo: Isto não é um time.
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