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Com Ancelotti e Copa do Mundo, CBF bate recorde milionário em arrecadação

Valor de patrocínios chega a R$ 170 milhões de euros e mostra avanço no digital

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 Maio 2026, 17h46 | Atualizado em 18 Maio 2026, 17h46
Com Ancelotti e Copa do Mundo, CBF bate recorde milionário em arrecadação Priorizar nos meus resultados Google

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Nesta segunda-feira, 18, enquanto acontecia a tão aguardada convocação do técnico Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, e em meio a essa expectativa, o Brasil chegaou para a disputa com o objetivo cumprido envolvendo os patrocinadores. Com 12 parcerias concretas, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) atinge mais de R$ 170 milhões de euros (R$ 1 bilhão) somente com essas receitas.

Depois de uma debandada de patrocinadores durante o último ano em razão das denúncias que envolveram o ex-presidente Ednaldo Rodrigues, a entidade volta a entrar nos trilhos depois dos anúncios de Amazon, Google, Azul, Uber, Volkswagen, o iFood e Sadia, todos esses sob a nova gestão do presidente Samir Xauad. Além delas, a CBF já contava com Nike, Itaú, Ambev, Vivo e Cimed. A Amazon, assim como o Google, não terá o logo estampado no uniforme pois as propriedades já estão todas tomadas.

“A CBF é uma instituição que cuida dos maiores patrimônios do povo brasileiro, no caso a seleção e as competições. Não tenho dúvida que a tendência é que novos e potenciais patrocinadores cheguem, pois as notícias positivas desta atual gestão trazem credibilidade para esses parceiros que querem estar perto”, analisa Rene Salviano, CEO da Heatmap, agência responsável pela intermediação de quatro novas marcas para o futebol feminino da CBF (Uber, Hyundai, Amazon e Itambé).

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Em 2025, a CBF perdeu quatro grandes patrocinadores, casos de Gol Linhas Aéreas, Mastercard, Pague Menos e TCL, que rescindiram os contratos ainda em vigência em razão da saída que envolveu o então presidente Ednaldo Rodrigues. “Em ano de Copa do Mundo, a entrada de novos patrocinadores na CBF fortalece não apenas a seleção, mas todo o ecossistema do futebol brasileiro. Um ambiente mais profissionalizado e valorizado comercialmente amplia a visibilidade internacional e estimula o turismo esportivo”, pontua Joaquim Lo Prete, country manager da Absolut Sport no Brasil.

O fato de novas marcas procurarem a entidade é visto como um sinal bastante positivo por parte do mercado, que tem enxergado as últimas mudanças do atual presidente Samir Xauad, entre eles a introdução do fair play financeiro, como um fator de transparência e credibilidade. “A CBF vive um movimento claro de reconstrução de marca: ao atrair gigantes c em contratos significativos, a entidade não apenas reforça o caixa, mas sinaliza ao mercado que recuperou governança, previsibilidade e valor comercial. A presença de um nome global como Carlo Ancelotti ainda potencializa esse ativo “, explica Bruno Brum, CMO da Agência End to End, agência de gestão e marketing esportivo, que atende vários clubes do país. “A Seleção Brasileira busca resgatar sua essência como o maior ponto de união nacional, e isso abre portas para parcerias que vão muito além da visibilidade”, completa Thales Rangel Mafia, Gerente de Marketing da Multimarcas Consórcios.

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Além disso, a presença de um nome do peso do italiano Carlo Ancelotti, considerado um dos maiores treinadores do mundo e que já negocia uma renovação de contrato até 2030, também tem despertado o interesse comercial de novas parcerias institucionais não apenas para o próprio treinador, que realizou propagandas para a Brahma e a Volkswagen, como indiretamente para a própria entidade. “A gestão atual da CBF realiza um importante trabalho de resgate da imagem da entidade”, indica Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports e especialista em marketing esportivo.

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