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Addio, Ancelotti. Obrigado por nada

O italiano prometeu devolver o Brasil ao topo do mundo, mas entregou uma eliminação precoce, um time sem identidade e uma enorme decepção

Por Amauri Segalla Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jul 2026, 19h20 | Atualizado em 5 jul 2026, 20h30
Addio, Ancelotti. Obrigado por nada Priorizar nos meus resultados Google

Carlo Ancelotti chegou ao Brasil cercado por uma expectativa que poucos treinadores tiveram na história da seleção. Era o multicampeão europeu, o homem das cinco Champions League, o técnico que havia conquistado o respeito do mundo inteiro. Parecia a solução definitiva para um futebol brasileiro perdido entre improvisos e fracassos. Pouco mais de um ano depois de ser anunciado como técnico da maior seleção do mundo, o Brasil está fora da Copa. Derrota por 2 a 1 para a Noruega. Fim de linha. E o principal responsável por esse desastre atende pelo nome de Carlo Ancelotti.

O futebol nunca tem um único culpado. Jogadores erram, dirigentes erram, gerações são melhores ou piores. Mas há eliminações que carregam a assinatura do treinador. Esta é uma delas. Ancelotti recebeu um elenco longe de ser perfeito, mas suficientemente qualificado para ir além das oitavas de final. Em vez de construir uma equipe competitiva, produziu um time burocrático, lento e sem personalidade. O Brasil atravessou a Copa inteira parecendo uma seleção que ainda estava em período de testes.

A maior virtude atribuída ao italiano sempre foi fazer grandes jogadores renderem mais do que pareciam capazes. Mas aconteceu o contrário. Vinicius Júnior jogou mal contra a Noruega. Bruno Guimarães fraquejou na hora H. Marquinhos e Gabriel Magalhães, os nossos zagueiros estrelados, foram engolidos por Haaland. O meio-campo foi incapaz de controlar uma partida importante, enquanto o ataque viveu de jogadas isoladas. Ancelotti montou um amontoado de desesperados esperando que alguém resolvesse a Copa sozinho.

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A derrota para a Noruega foi apenas o capítulo final de uma história mal escrita desde o começo. O Brasil terminou a competição sem um padrão ofensivo claro, vulnerável defensivamente e incapaz de pressionar adversários de bom nível. Foi uma seleção comum. E nada é mais grave do que isso quando se fala da camisa mais pesada do futebol.

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Ah, e não custa lembrar: Endrick teve a bola do jogo para abrir o placar, cara a cara com o goleiro. E conseguiu o mais difícil: perdeu o gol. Haaland teve duas chances. Fez as duas. Essa é a diferença do Brasil para os outros: não temos aquele matador que resolve uma partida enroscada.

O Brasil precisa se reinventar. E Ancelotti, con tutto il rispetto, não é o técnico para fazer isso.

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