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Entretenimento

As super-heroínas na TV e no cinema

O poder está com Diana Prince. Mas também com Jessica Jones, Capitã Marvel, Viúva Negra...

Mulher-Maravilha, o longa dirigido pela americana Patty Jenkins e estrelado pela israelense Gal Gadot, é a primeira produção de grandes proporções a colocar uma super-heroína no centro da ação. Com orçamento de 150 milhões de dólares e críticas positivas amealhadas ao redor do mundo, o filme pode dar um novo rumo à trajetória da editora de quadrinhos DC Comics no cinema, e abrir espaço para outras investidas em super-heroínas. Mas Mulher-Maravilha não é a primeira produção a trazer uma mulher com poderes especiais em papel de destaque. O volume é muito menor que o das produções estreladas por super-heróis, é verdade, mas até dá uma listinha. Veja quais as heroínas mais relevantes da TV e do cinema:

Mulher-Maravilha de Lynda Carter (1975-1979)

Lynda Carter na série de TV ‘Mulher Maravilha’, dos anos 1970

Lynda Carter na série de TV ‘Mulher Maravilha’, dos anos 1970 (//Divulgação)

A própria Mulher-Maravilha já teve uma produção para chamar de sua. Nos anos 1970, a série de TV americana Wonder Woman (Mulher-Maravilha), depois rebatizada de The New Adventures of Wonder Woman (As Novas Aventuras da Mulher-Maravilha, em tradução direta) ao trocar a emissora ABC pela CBS, trazia Lynda Carter no papel-título. No ar de 1975 a 1979, ela deu nova força à personagem, que em 1972 havia estampado a capa da revista feminista Ms., de Gloria Steinem. Foi na série, a primeira produção live action (com atores, não animação) da personagem, que surgiu a viradinha na qual Diana Prince trocava a roupa civil pela da heroína, como num passe de mágica.

A série se seguiu ao telefilme Wonder Woman (1974), estrelado por Cathy Lee Crosby, que era loira e deu lugar à morena Lynda Carter, atriz e modelo que havia conquistado o título de Miss Mundo EUA em 1972 e finalista do global Miss Mundo – uma trajetória nesse ponto similar à de Gal Gadot, que foi Miss Israel em 2004 e chegou a disputar o Miss Universo. E surgiu também como um telefilme, primeiramente, com roteiro de Stanley Ralph Ross, o mesmo da série Batman dos anos 1960. The New, Original Wonder Woman, o telefilme que serviu de embrião da série de Lynda Carter, respeitava a criação de William Moulton Marston: trazia os elementos de mitologia e se passava durante a Segunda Guerra Mundial, assim como as histórias da chamada Era de Ouro da DC.

Elektra (2005)

Jennifer Garner como Elektra, um fiasco da Marvel

Jennifer Garner como Elektra, um fiasco da Marvel (//Divulgação)

Elektra Natchios foi a última personagem feminina dos quadrinhos a ter um filme solo antes da Mulher-Maravilha de Gal Gadot. A heroína foi interpretada por Jennifer Garner na produção de Rob Bowman. Elektra nasceu nas histórias do Demolidor, da Marvel, como uma paixão de juventude do super-herói. Depois do assassinato do pai, o embaixador da Grécia nos Estados Unidos, a moça desaparece e volta anos depois como uma assassina ninja. Atualmente, a personagem participa da série Demolidor, da Netflix, na pele de Elódie Young. O longa estrelado por Jennifer Garner foi um fiasco em bilheteria: com custos de 43 milhões de dólares, faturou apenas 56 milhões de dólares pelo mundo. A fórmula de Hollywood diz que, computados os gastos de divulgação e distribuição, um filme precisa alcançar uma receita três vezes maior que o seu orçamento para dar lucro.

Mulher-Gato (vários)

Anne Hathaway como Mulher-Gato no filme ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge’: sorte melhor que a de Halle Berry

Anne Hathaway como Mulher-Gato no filme ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge’: sorte melhor que a de Halle Berry

A anti-heroína coleciona uma série de aparições no cinema e na televisão. A sua versão mais recente é a de Anne Hathaway, no filme Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, de Christopher Nolan, de 2012. Antes dela, Halle Berry interpretou a personagem em um filme só dela, dirigido pelo francês Pitof e lançado em 2004. E gongado naquele ano e nos seguintes: o longa rendeu a Halle Berry o prêmio de Pior Atriz no Framboesa de Ouro, um Oscar às avessas, dado às produções que se notabilizam pela tosquice. A atriz, fato raro, foi à cerimônia receber o troféu, e fez um discurso irônico agradecendo ao diretor e aos produtores do filme pelo grande momento da carreira.

Nos anos 1960, a personagem de caráter dúbio, por vezes parceira, por vezes antípoda do Batman, foi defendida pelas atrizes Julie Newmar e Lee Mariwether, a primeira na série de televisão Batman e Robin, estrelada por Adam West, e a segunda no filme derivado da série.

Muitas vezes tida como vilã, a personagem é o alter-ego de Selina Kyle, uma menina órfã criada nas ruas de Gotham City. Apesar de ter participado da Liga da Injustiça, um grupo de vilões da DC Comics, a Mulher-Gato atua diversas vezes como parceira de Batman, com quem chega a ter um romance. Uma versão jovem de Selina Kyle coprotagoniza a série Gotham, ao lado de Bruce Wayne criança.

Viúva Negra (2012- )

Scarlett Johansson como Viúva Negra em ‘Capitão América: Guerra Civil’: coadjuvante com valor de protagonista

Scarlett Johansson como Viúva Negra em ‘Capitão América: Guerra Civil’: coadjuvante com valor de protagonista (Divulgação)

A heroína ainda não ganhou um filme solo, mas desempenha papel fundamental na franquia Os Vingadores. Interpretada por Scarlett Johansson, atriz do primeiro time de Hollywood, a personagem corresponde ao arquétipo do anti-herói: antes membro da máfia russa, Natasha Romanoff usa as habilidades de luta adquiridas no lado negro para ajudar a equipe de heróis da Marvel Comics.

Supergirl (2015- )

Melissa Benoist como Supergirl, a priminha de Clark Kent

Melissa Benoist como Supergirl, a priminha de Clark Kent

Kara Zor-El nasceu como prima de Superman, e chegou à Terra anos depois de Krypton, o planeta do clã, explodir. Sob os raios do sol, Kara desenvolve os mesmos poderes do primão, como a superforça, a visão de raio-x e a capacidade de voar – é, portanto, tão poderosa quanto ele. A personagem tem um filme solo de 1983, apareceu na série de TV Smallville, interpretada pela atriz Laura Vandervoot, e em 2015 ganhou uma série própria. A trama atual, protagonizada por Melissa Benoist, é ambientada no multiverso que inclui as produções The Flash, Arrow e DC’s Legends of Tomorrow, todas séries de personagens da DC Comics.

Jessica Jones (2015- )

Krysten Ritter no seriado ‘Jessica Jones’, disponível na Netflix

Krysten Ritter no seriado ‘Jessica Jones’, disponível na Netflix

A personagem era secundária no universo Marvel antes de ganhar uma série solo na Netflix. Jessica atua como vigilante nas ruas de Nova York e, posteriormente, passa a integrar os Defensores, grupo de heróis fora dos padrões da Marvel. A personagem foge ao estereótipo da super-heroína, sem uniformes colados e sensuais. Apesar de ser pouco conhecida do grande público, ou talvez justamente por ser uma figura underground, sua série é das mais interessantes do universo dos super-heróis. Um acerto conjunto da Netflix e da Marvel.

Capitã Marvel (2019)

Brie Larson como Capitã Marvel: o voo feminino da Marvel no cinema

Brie Larson como Capitã Marvel: o voo feminino da Marvel no cinema (//Divulgação)

A super-heroína é das mais poderosas das histórias em quadrinhos. Depois da explosão de um gerador Kree (espécie de humanoide alienígena), Carol Denvers adquire superforça, agilidade, velocidade e resistência, além de poder voar e absorver e disparar energia. A personagem ganhará um filme solo em 2019, interpretada por Brie Larson (O Quarto de Jack). Nos quadrinhos, ela é uma grande amiga de Jessica Jones.