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Jovem quer, mas desconhece ensino técnico

Pesquisa revela que 77% dos estudantes não têm informações sobre o tema, mas 93% querem educação profissionalizante na escola

Por Ricardo Ferraz Atualizado em 24 set 2021, 18h37 - Publicado em 24 set 2021, 18h09

O ensino técnico profissional, apontado por especialistas como uma das formas mais eficazes para inserção do jovem no mercado de trabalho, ainda é um ilustre desconhecido para os estudantes brasileiros. Pesquisa realizada pela Itaú Educação e Trabalho e pela Fundação Roberto Marinho mostra que 77% dos alunos do ensino médio não têm conhecimento sobre o tema. Mesmo assim, 69% optariam por esse sistema de ensino caso tivessem acesso.

“Atualmente, apenas 12% das matrículas do Ensino Médio contam com algum tipo de capacitação técnica, mas a falta de informação ainda é um problema”, diz Ana Inoue, superintendente do Itaú Educação e Trabalho.

A reforma do Ensino Médio, prevista para vigorar no ano que vem, prevê que o os alunos possam escolher diferentes itinerários de acordo com seus principais interesses. As redes públicas de ensino poderão incluir essa modalidade em seus currículos, acrescentando inclusive um ano a mais de formação. Alguns estados, como Piauí e Rio Grande do Norte já definiram que pretendem oferecer o ensino técnico em todas as escolas.

A pesquisa demonstra que os jovens acreditam que esse é o caminho certo a seguir. Segundo o levantamento, 83% dos jovens acreditam que o ensino técnico é uma boa opção para obter oportunidades no mercado de trabalho; 93% dos acham que as escolas deveriam disponibilizar essa modalidade de ensino a quem se interessa por trilhar esse itinerário e 98% sentem que é dever das instituições de ensino preparar os estudantes para o mundo do trabalho.

“O grande desafio é trazer o ensino profissionalizante para dentro da educação básica. As secretarias de ensino terão de repensar seus currículos”, diz Inoue. Atualmente, os jovens são os mais afetados pelo desemprego, que afeta quase 15 milhões de pessoas no país.

A pesquisa ouviu mil estudantes de nono ano do Ensino Fundamental e primeiro ano do ensino Médio das redes públicas, em todas as regiões do país.

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