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Cyberbullying leva à expulsão de 4 alunos do Colégio Santa Cruz

Depois de suspender 34 estudantes pela criação de um grupo racista e homofóbico, escola pune mais severamente os "mais ativos"

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 fev 2025, 19h06 • Atualizado em 10 fev 2025, 19h52
  • O caso de cyberbullying em um dos mais tradicionais colégios de São Paulo, o Santa Cruz, veio à tona no fim de janeiro. Na época, 34 estudantes foram suspensos. O motivo: a criação de um grupo homofóbico, misógino e racista, organizado para intimidar alunos. Nesta segunda-feira, 10, a escola disparou um comunicado interno sobre a expulsão de 4 estudantes do ensino médio. VEJA apurou que, de acordo com a direção da escola, eles eram “os mais ativos” no grupo. A decisão veio depois de receberem denúncias, que resultaram em investigações e apurações dos fatos. Em paralelo, a instituição trabalha na conscientização dos alunos do ensino médio na conscientização da violência nas relações.

    O bullying é um problema recorrente em todas as escolas do país. Sete milhões de estudantes brasileiros já sofreram algum tipo de ameaça ou intimidação de acordo com pesquisa do DataSenado, realizada para identificar a violência nas instituições de ensino. O levantamento foi usado para embasar, no ano passado, a criação da lei que criminaliza o bullying e o cyberbullying. A pena é de 2 a 4 anos de reclusão, além de multa. Mesmo assim, as ocorrências continuam.

    Mais do que fazer valer a lei, o grande desafio das escolas é ensinar o respeito e a importância da inclusão da diversidade social. “A expulsão é o último caminho, mas muitas vezes é necessária”, diz Cláudia Tricate, diretora do Colégio Magno/Mágico de Oz. “Quando os alunos são suspensos, há uma chance maior de ensinar valores. ” Um dos fundadores da filosofia ocidental, Sócrates (470 a.C – 399 a.C.) acreditava que a ética não era apenas uma questão de regras, mas de reflexão e de autoconhecimento. A ideia é aproveitar a crise para discutir e ensinar a empatia com o sofrimento das vítimas.

    O grupo de WhatsApp de bullying, criado pelos alunos do Santa Cruz, tinha 200 integrantes. O objetivo era intimidar os calouros, adicionados pelos veteranos, com esse objetivo. Nas mensagens, havia também ameaças de morte e de violência sexual. Desde o início da apuração, o Colégio Santa Cruz lamenta que esses fatos tenham ocorrido ente os estudantes da escola.

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