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Wagner Moura é um concorrente de peso no Oscar, diz NY Times

Às vésperas do Globo de Ouro, ator comenta sobre as premiações e o governo Bolsonaro em entrevista ao jornal americano

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 jan 2026, 11h13 • Atualizado em 11 jan 2026, 11h38
  • O brasileiro Wagner Moura é um sério concorrente ao prêmio de Melhor Ator na próxima edição do Oscar, segundo o jornal americano The New York Times (NYT). Às vésperas do Globo de Ouro — que será transmitido a partir das 21h30 (horário de Brasília) deste domingo, 11 — a principal publicação impressa dos EUA veiculou uma entrevista com o protagonista do filme O Agente Secreto, dirigido pelo pernambucano Kleber Mendonça Filho. “Muitos especialistas acreditam que Moura receberá sua primeira indicação ao Oscar por este filme”, diz o NYT.

    Vários nomes estão no páreo pela nomeação, a exemplo dos norte-americanos Leonardo DiCaprio, Timothée Chalamet e Michael B. Jordan, mas o brasileiro segue firme nas apostas. As indicações ao Oscar serão divulgadas em menos de duas semanas, no dia 22 de janeiro, e as estatuetas douradas serão distribuídas em cerimônia televisionada em meados de março. Em matéria veiculada neste fim de semana, a principal publicação impressa dos EUA

    “Essa campanha (ao Oscar e outras premiações) é intensa, não é?”, disse Moura ao NYT. O trabalho, contudo, tem dado resultado, uma vez que ele é um dos favoritos para levar o Globo de Ouro de Melhor Ator neste domingo. Moura já havia participado da premiação há dez anos, quando foi indicado a Melhor Ator em Série Dramática por seu papel de protagonista em Narcos, da Netflix.

    A nomeação por O Agente Secreto, no entanto, causa um efeito diferente para o ator, segundo ele conta ao NYT. “(O filme) é um projeto tão pessoal e especialmente brasileiro, e toda essa atenção internacional parece uma afirmação inesperada, mas adorável”, escreve o jornal americano. “Ao se manter fiel às suas convicções e escolher projetos idiossincráticos como O Agente Secreto, Moura agora parece frente ao maior acontecimento global de sua carreira”, escreve o NYT.

    Além da temporada de premiações, um dos principais assuntos comentados por Moura na entrevista é a relação entre seu trabalho, o filme O Agente Secreto e a memória do ator sobre o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Esse é um filme sobre um país que tem um problema de memória”, diz Moura, que critica a anistia a militares e ex-torturadores da ditadura militar conferida em 1979. “Bolsonaro nunca teria acontecido sem essa lei (da anistia)”, conclui.

    Para o ator, o governo Bolsonaro evidenciou aspectos conflitantes do país. “O Brasil é lindo, mas também é violento, elitista, misógino, homofóbico”, disse durante a entrevista. “Bolsonaro é uma manifestação de tudo isso”.

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