Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

‘SuperStar’ estreia com falhas e poucos talentos

Aplicativo que permite a votação do público em tempo real - e era o chamariz do programa - travou durante apresentações. Quatro bandas foram aprovadas

Por Da Redação 7 abr 2014, 17h03

O bordão “quem sabe faz ao vivo”, de Fausto Silva, funcionou como mantra na noite de domingo para a produção de SuperStar – e, claro, para as bandas que concorrem no novo reality show. Diferentemente do The Voice Brasil, este reality show musical começa ao vivo, com bandas inteiras no palco. Não só isso: vem do público o voto mais importante, que determina a permanência ou eliminação daquela atração, com um gigantesco telão movimentando-se para deixar à mostra o artista da vez. Tudo foi bem até que o público percebeu problemas no aplicativo criado para votação, que travava, tinha falhas de atualização em relação ao que aparecia na TV ou simplesmente ficava congelado na tela inicial.

É óbvio que a Globo sabe fazer ao vivo, e, mesmo com as falhas, o programa é um passo e tanto em direção à interatividade. Mais que no Big Brother Brasil e em qualquer programa com votação, em SuperStar a interferência do público ocorre em tempo real, num intervalo de 2 minutos em que os artistas precisam obter pelo menos 70% de aprovação dos usuários que se credenciaram para votar. Mas quando algo tão complexo como um programa ao vivo precisa operar simultaneamente com aplicativos em duas plataformas – iOS e Android – e ainda depender da internet Brasil afora, a coisa muda de figura.

Usuários reclamam do app de 'SuperStar'
Usuários reclamam do app de ‘SuperStar’ VEJA

A emissora emitiu nota para explicar as falhas: “Verificamos algumas instabilidades no aplicativo, em função do grande fluxo de votos. Estamos trabalhando para evitá-las no próximo programa”. Na loja da Apple, a avaliação do app não chega a duas estrelas (de cinco possíveis), e os comentários estão repletos de críticas. O Twitter também foi tomado de reclamações durante toda a exibição do programa.

Aprovados – Convencer o público a continuar votando não deve ser problema. Até o próximo domingo, as inserções de SuperStar na faixa comercial e os “programas que falam de programas”, como o Video Show, tratam de atrair espectadores. A pedra no caminho do novo reality, no momento, parece ser outra: os talentos musicais. De dez bandas previstas para se apresentar na primeira noite, oito tocaram. Quatro foram aprovadas: uma de pop rock (Malta), outra de reggae (Yute Lions), uma de estilo escrachado que lembra Mamonas Assassinas (Tarcísio Meira’s Band) e a última de pagode (Tô de Cara). Malta foi o primeiro grupo para quem o telão se levantou. Tarcísio Meira’s Band convenceu pela irreverência, enquanto Yute Lions e Tô de Cara parecem ter entrado mais para cumprir o objetivo de atender a todos os ritmos musicais.

A produção deve ter boas cartas na manga. As bandas da primeira noite não causaram impacto nem próximo daquele da estreia do The Voice Brasil. No programa coestrelado por Carlinhos Brown, Claudia Leitte, Daniel e Lulu Santos as atrações parecem encantar o público de cara – quando convencem. Em SuperStar, no máximo ganham um voto de confiança, e não chegam a despertar frisson pela qualidade ou carisma. E isso se refletiu na audiência: o primeiro reality mantém a emissora tranquila em sua liderança, enquanto o segundo precisou suar para passar (por pouco) o SBT de Silvio Santos.

Continua após a publicidade

Júri técnico – Ao contrário do The Voice Brasil, onde os jurados são os protagonistas desta primeira etapa, em SuperStar eles passam ao papel de coadjuvantes. O voto de cada um vale 7% – ou seja, somam no máximo 21% em um total que precisa passar de 70%. Resultado: os três deram ‘sim’ a uma banda que não ganhou a simpatia do público e acabou eliminada. E há quem desconfie do poder de avaliação deles. Dinho Ouro Preto – que não consegue terminar uma frase sem dizer ‘velho’ ou ‘cara’ – já disse que vai precisar de muita preparação para aprovar uma banda que não seja de rock. Ivete é mais ‘mãezona’ e aceita quase tudo que colocam a sua frente. Chegou a convidar a vocalista de um grupo de tecno melody para dividir o palco com ela em um show, numa empolgação desnecessária. E Fábio Jr… Ele estava lá?

No palco, Fernanda Lima ficou com o papel principal, de anunciar as bandas e ouvir os comentários dos jurados. Contudo, a apresentadora que se destaca à frente do Amor & Sexo ainda tem muito a aprender para comandar um programa sem cortes, onde você precisa saber exatamente o que vai dizer – ou evitar repetir um erro. Não se pode, por exemplo, chamar de “fofa” uma banda de rap, ainda mais se ela não foi aprovada. Já André Marques, que por causa do Vídeo Show ganhou mais experiência em ‘ao vivo’ do que a colega, foi relegado a um palco secundário, de onde entrevistava as famílias dos aprovados.

Audições

Na primeira fase, até 50 bandas concorrentes podem se apresentar atrás do telão e, sem saber a porcentagem adquirida, apenas acompanham no painel as fotos daqueles que votam. Quando atingem 70% de votos a favor, o telão sobe, as bandas se revelam e são classificadas para a próxima fase. No final desta etapa, ficam 24 bandas.

Continua após a publicidade

Publicidade