Super Bowl: a audiência recorde do show de Bad Bunny que irritou Trump
Cantor exaltou a América Latina durante o maior evento esportivo dos Estados Unidos
Cercado de expectativas, o porto-riquenho Bad Bunny assumiu o show do intervalo do Super Bowl neste domingo, 8, e consolidou-se como a voz mas política da música pop atual. Com uma apresentação repleta de latinidade, que exaltou a América como continente, o cantor irritou Donald Trump mesmo sem citá-lo diretamente, e foi assistido por cerca de 135 milhões de pessoas nos Estados Unidos.
Divulgado pela NBC, o número prévio ultrapassa o show de Kendrick Lamar, que arrebanhou 133 milhões de visualizações para o canal no ano passado. Se confirmado pelo balanço consolidado, o show de Bad Bunny entra para a história como o show de intervalo mais assistido da NBC. A audiência, é claro, não é supresa: estrela da música latina, Bad Bunny foi o artista mais ouvido do mundo em 2025, e foi o primeiro músico a levar o prêmio de álbum do ano no Grammy com um trabalho totalmente em espanhol, o disco DeBÍ TiRAR MáS FOToS.
Na apresentação, Benito chamou Lady Gaga e o conterrâneo Ricky Martin para participar da festa, e levou ao palco diversas bandeiras de países americanos. “Deus abençoe a América”, disse ele, citando em seguida todos os países que compõe o continente, tomando para si a frase que costuma ser dita pelos norte-americanos para se referir apenas aos Estados Unidos.
Depois da apresentação, Donald Trump — que vem intensificando sua perseguição à comunidade latina no país com o ICE — detonou o show nas redes sociais, atestando que a performance de Bad Bunny é “uma afronta à grandeza” dos Estados Unidos. “Este ‘show’ é apenas um tapa na cara do nosso país”, escreveu o republicano nas redes sociais, irritado com a apresentação.





