Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Roberta Campos lança primeiro disco independente para “tomar as rédeas da vida”

Cantora fala a VEJA sobre processo de construção do álbum colaborativo 'Coisas de Viver a Dois', feito sem o auxílio de uma grande gravadora

Por Beatriz Haddad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 mar 2026, 14h49 • Atualizado em 6 mar 2026, 11h04
  • Consagrada por sucessos como De Janeiro a Janeiro, Casinha Branca, Minha Felicidade e Abrigo, a cantora Roberta Campos mergulha agora em uma nova fase de sua carreira, a qual considera ainda mais íntima e profunda. Com a idealização do álbum Coisas de Viver a Dois, releitura de seu último disco, lançado em fevereiro 2025, a artista retorna com a promessa de reunir diversos nomes emblemáticos da música nacional em singles que refletem uma era mais sensível e intimista de sua produção. Ao lado de nomes como Zélia Duncan, Jorge Vercillo e o grupo Tuyo, Roberta reforça o desejo de inovar nesta nova etapa. Em entrevista a VEJA, a artista reflete sobre sua trajetória musical e o processo por trás do primeiro disco independente.

    Como foi o processo de construção desse álbum? Esse é um disco bastante íntimo. Eu falo de coisas muito delicadas, mas de uma forma leve. Vem de um lugar pelo qual eu não tinha passado antes. Ele tem uma intensidade e fala sobre resiliência, entendimentos da vida e sobre uma expansão de consciência. Foi muito bom fazer ele. Gosto muito de fazer discos, porque cada um conta uma história. Esse álbum representa um momento mais ‘dentro de mim’. Traz esse olhar para dentro e tem uma carga emocional forte, com canções que nasceram de um lugar também um pouco doloroso. Normalmente, eu faço muita música feliz, porque gosto de falar do amor. Não é que nesse disco eu não fale, mas tem uma coisa um pouco mais introspectiva sobre ele, até mesmo pela sonoridade que acompanha as faixas, porque eu fiz toda a pré-produção na minha casa.

    Como foi o processo de curadoria das parcerias do álbum? Assim que eu comecei a ter a ideia do Coisas de Viver a Dois, já passei a imaginar as pessoas que poderiam cantar junto. A primeira música que saiu foi com o Jota.Pê, que é uma pessoa que eu conheci faz tempo e com quem tenho um contato próximo. As outras também foram assim, cada pessoa fez parte de um momento na minha vida. São artistas que eu já conhecia pessoalmente ou com quem cheguei a colaborar antes. Foi muito fluido, eu ouvia a faixa e imaginava quem poderia cantar comigo. Acho que tem algo do universo nisso. A música pedia aquela voz, aquela interpretação. Eu precisava ter uma relação um pouco mais íntima com essas pessoas para cantar esse tipo de música. A Zélia Duncan, por exemplo, canta comigo na faixa que abre o disco: Peito Aberto. É engraçado porque ela é uma referência musical para mim desde os primeiros discos dela. É uma pessoa muito importante na minha carreira e nossa parceria funcionou muito bem. Funciona assim: eu mando a melodia e ela manda a letra para mim. Ela quem faz as letras das músicas.

    Qual a maior dificuldade em produzir um disco independente? O Coisas de Viver é meu primeiro trabalho independente depois de um longo período dentro de uma gravadora. Fiquei 11 anos lá e quando saí tive algumas questões que foram um pouco difíceis. Isso tem refletido nessas músicas, porque esse lance de ser independente vem com uma autonomia muito importante. Eu sempre brigo pela minha música e escolho as coisas do jeito que eu quero. É algo que reflete no meu trabalho, inclusive nesse álbum novo, que traz as mesmas músicas do disco anterior, mas de um novo jeito. Esse processo me fez perceber que eu precisava tomar mais as rédeas da minha vida, então foi diferente e ao mesmo tempo muito bom.

    Continua após a publicidade

    Como enxerga a relação com os fãs hoje em dia? Eu gosto muito de estar próxima das pessoas. A rede vai crescendo mais. Hoje eu tenho tido interesse em entender mais as coisas, em estar mais perto daquilo que gira em torno do meu trabalho. Então, eu fico um pouco mais centrada em outras questões. Mas ainda gosto muito de saber o que as pessoas sentem e as histórias que elas têm com as minhas músicas. Gosto de ouvir meus fãs e vejo a música realmente como uma troca, onde eu recebo de volta todo esse combustível de saber o quanto a minha música significa para cada um.

    O que mudou artisticamente entre o projeto anterior e este? Mudou muita coisa. Eu acho que com o tempo a gente vai amadurecendo. Sou uma pessoa que escuta muita música e antes eu tinha muita dificuldade, até por ser TDAH, de me concentrar na leitura. Sempre ia em livrarias e comprava um monte de livros, que ficavam ali esperando o meu momento. Com o tempo, consegui fazer coisas que passaram a me ajudar com isso, como a música. Percebi que consigo me concentrar quando coloco algo como instrumentais de violão. A partir daí, a leitura se tornou algo que me ajudou a expandir a consciência, trazendo também um repertório novo e mais lapidado para as canções. Acredito que isso influenciou bastante nessa mudança.

    Acompanhe notícias e dicas culturais nos blogs a seguir:

    • Tela Plana para novidades da TV e do streaming
    • O Som e a Fúria sobre artistas e lançamentos musicais
    • Em Cartaz traz dicas de filmes no cinema e no streaming
    • Livros para notícias sobre literatura e mercado editorial
    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).