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‘Papai Noel não existe’: a polêmica entre banda de punk rock e extrema direita que virou caso de polícia

Grupo musical Garotos Podres foi alvo de inquérito por música lançada há quarenta anos

Por Beatriz Haddad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 dez 2025, 10h51 • Atualizado em 23 dez 2025, 12h08
  • Recentemente alvo de um inquérito policial, a banda de punk rock Garotos Podres foi denunciada por uma música lançada quarenta anos atrás. Em vídeo publicado nas redes sociais neste fim de semana, o vocalista José Rodrigues Mao Júnior revelou que o baterista do grupo, Negralha, foi obrigado a prestar depoimento a uma delegada de polícia fora do estado de São Paulo devido à letra da música Papai Noel Velho Batuta.

    A canção trata-se de uma crítica à desigualdade social e o inquérito foi aberto após uma denúncia feita por uma figura da extrema direita, que alegou que a faixa “incita a violência contra pessoas de bem”. O perfil oficial da banda no Instagram publicou uma nota de repúdio à “tentativa de censura e perseguição” sofrida.

    Em vídeo feito durante uma apresentação ao vivo do grupo, Mao explicou a situação: “Essa semana, a delegada perguntou por videoconferência ao Negralha, nosso baterista, sobre essa canção. Ele teve que explicar que Papai Noel não existe. O pior é que isso é sério. Quarenta anos depois do fim da ditadura militar, nós fomos inquiridos num processo inquisitorial questionando as letras: ‘Ah, mas você estimula a violência com o Papai Noel’. Daí nosso amigo falou ‘Papai Noel não existe’. Então a delegada chorou, chorou, chorou”, relatou.

    O grupo afirmou que o denunciante alega que a letra da música incentiva a violência por “falar de sequestro e morte de uma figura lendária e que representa uma cultura mundial cristã”. O refrão da faixa diz: “Papai Noel, velho batuta/ Rejeita os miseráveis/ Eu quero matá-lo/ Aquele porco capitalista/ Presenteia os ricos/ (Cospe nos pobres)/ Presenteia os ricos/ (Cospe nos pobres)”.

    O grupo, que alega estar sendo vítima de censura, citou que nem mesmo na época de lançamento da faixa, em 1985, no final da ditadura militar, foi submetido a interrogatórios pelo Departamento de Censura do estado. Ainda em pronunciamento nas redes sociais, contaram que o baterista – membro mais novo da formação e que ainda não era nascido quando Papai Noel, Velho Batuta foi lançada – passou a ter pesadelos recorrentes desde o interrogatório, com sonhos de estar sendo interrogado “sob tortura” e acusado de ter sequestrado o Papai Noel.

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