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Obras de Da Vinci, Van Gogh e Banksy serão leiloadas em NFT

Os certificados digitais garantem veracidade de versões virtuais das obras, e vêm crescendo em todo o mundo - chegando agora aos mestres da pintura

Por Amanda Capuano Atualizado em 27 jul 2021, 13h53 - Publicado em 27 jul 2021, 13h01

As obras de arte digitais, conhecida como NFTs, aparentemente vieram para ficar – e chegaram até aos mestres da pintura. Nessa terça-feira, 27,  o Museu Estatal Hermitage de São Petersburgo, na Rússia, anunciou que fará um leilão de NFTs – uma espécie de certificado digital que garante o caráter único de uma versão online da obra- com trabalhos de Leonardo Da Vinci, Monet, Kandinski e Van Gogh que compõem seu acervo.

Marcado para o final de agosto, o leilão terá cinco obras famosas: Madonna Litta, de Da Vinci, Judith, de Giorgione, Arbusto Lilás, de Vincent van Gogh, Composição VI, de Wassily Kandinsky e O Canto do Jardim de Montgeron, de Claude Monet. Em comunicado divulgado pela publicação especializada Art Newspaper, Mikhail Piotrovsky,  diretor-geral do Hermitage, disse que os NFTs “criam democracia , tornam o luxo mais acessível, mas ao mesmo tempo são excepcionais e exclusivos.”

Os NFTs do Hermitage serão assinados por Piotrovsky e uma cópia de cada um permanecerá no museu, onde serão exibidos em uma exposição dedicada à arte NFT neste outono. Como resultado, de acordo com o museu, Piotrovsky “não só garantiu a autenticidade de uma série limitada de obras, mas também criou uma obra independente ao aplicar sua assinatura, data e hora exata da assinatura, dando-lhes assim uma singularidade absoluta.”

Da Vinci
Madonna Litta de Leonardo da Vinci (1490) (Museu Heritage/Reprodução)

Outra criação que deve reforçar a tendência e ganhar certificado digital em leilão é uma obra curiosa de Banksy, o famoso grafiteiro inglês de identidade desconhecida. Em 2005, ele adquiriu um pedaço do muro da Cisjordânia, em Israel, e empreendeu uma “caça ao tesouro” com a peça: a primeira pessoa a encontrá-la precisaria enviar um e-mail para ele com a palavra secreta Spike, escrita na superfície, e ficaria com o trabalho para si.

Na época, a peça foi encontrada na Palestina e, desde então, passou de mão em mão algumas vezes, até chegar a Vittorio Grigolo, fundador da plataforma de NFT Valuart, que leiloará o certificado digital da obra em 30 de julho. Segundo a publicação especializada Art News, o NFT apresenta uma imagem em alta resolução da peça girando lentamente sob o pôr do sol, e com um cântico de fundo. O comprador também receberá algumas vantagens extras, como uma viagem para conferir a versão física na Suíça e um jantar com Grigolo e o outros co-fundadores da Valuart. A venda, porém, nada tem a ver com o artista, que não chegou a se pronunciar sobre o assunto.

O NFT funciona como espécie de código de barras que é atrelado a uma obra a fim de garantir sua originalidade e caráter único. O código é chamado de tolken, e é comercializado por meio de criptomoedas em leilões digitais. Além do valor nominal, o criador recebe 10% sobre qualquer transação futura – a lógica é similar ao direito dos clubes formadores no futebol: toda vez que o jogador Neymar é vendido, o Santos abocanha uma porcentagem do valor, coisa que também acontece com o autor do NFT a cada revenda.

Do início do ano para cá, o volumes de vendas dos NFTs explodiram em todo o mundo, abarcando obras de artes famosas, amadoras, e até memes. O mercado mundial de NFTs já arrecadou 2,5 bilhões de dólares em vendas no primeiro semestre de 2021, contra apenas 13,7 milhões no primeiro semestre de 2020.

NFT
O trabalho de Banksy em 2005, Spike , será leiloado como NFT. (Valuart/Art News/Reprodução)
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