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“Nosso povo gera fascínio”, diz Gabriel Domingues, diretor de elenco de ‘O Agente Secreto’

Ele fala do simbolismo de representar o Brasil na nova categoria devotada a esse item e revela como foi o processo de escolha de atores do filme

Por Thiago Gelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 mar 2026, 06h00 • Atualizado em 6 mar 2026, 13h19
  • O senhor concorre à estatueta de melhor elenco, uma das quatro indicações de O Agente Secreto — que faz história ao inserir o Brasil no ano inaugural da categoria. Qual o significado disso? Estou no meio de uma mudança grandiosa de paradigma. Não é pouca coisa, se trabalhou muito por essa inclusão. Um latino-americano lá mostra como nós somos bons em cinema e que temos um povo que gera fascínio. A diversidade brasileira justifica a indicação. Temos atores de São Paulo, Minas Gerais, Rio, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, além dos estrangeiros. Essa constelação me lembra o quadro Operários, de Tarsila do Amaral.

    Como começou sua parceria com Kleber Mendonça Filho? Eu estudava cinema quando fui a uma festa do filme Tatuagem no Festival do Rio de 2013 e lá conheci pessoas de Pernambuco. O diretor Marcelo Caetano me convidou para ser assistente de elenco de Aquarius (2016), e infinitos atores queriam participar daquele projeto. Foi assim que entendi que a escolha de elenco é um lugar de reflexão e criação artística.

    O que mais aprendeu nesse início? É o personagem que define a escalação, e não o contrário. Não se escolhe um ator baseado em quantidade de fãs.

    Tânia Maria não havia atuado antes de Bacurau (2019), assim como parte do elenco de O Agente Secreto é estreante. Como é a busca por não atores? Falamos muito disso nos Estados Unidos, porque lá eles acham que 90% do elenco é amador, mas isso me faz perguntar o que define um ator. Encontrei Robson Andrade, que interpreta o adolescente Clóvis, em um processo de pesquisa. Talvez ele não fosse profissional, mas já tinha feito teatro na igreja e sonhava em aparecer no cinema. Meu trabalho é entender quanto as pessoas estão abertas a estar em cena. Há uma gradação infinita entre o “não ator” e o profissional e, no fim das contas, Wagner Moura e Tânia Maria, que começou aos 72, estão equivalentes em cena.

    Durante o almoço que reúne todos os indicados ao Oscar, encontrou alguém inusitado? Na minha mesa, estavam sentados o ator Stellan Skarsgård e a cabeleireira de Frankenstein, Cliona Furey. Esse dia foi muito bonito, porque eles não hierarquizam. Assim como Steven Spielberg e Leonardo DiCaprio estavam lá, tinha eu, que sou do Rio de Janeiro. Esses pré-eventos criam uma sensação de pertencimento e simbolizam que todos nós já ganhamos. Daqui para a frente, é só celebrar.

    Publicado em VEJA de 6 de março de 2026, edição nº 2985

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