Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Ministério Público pode acabar com a festa na ‘praia vip’ do Rio

Promotora quer saber como área do Forte de Copacabana foi cedida ao Aqueloo Beach Club. No Facebook, um grupo brincalhão propõe uma “invasão farofeira” com isopores

Por Da Redação 27 fev 2013, 12h29

Se a música eletrônica deixar, a fofoca do próximo fim de semana no Aqueloo Beach Club vai ser quentíssima. O espaço VIP dentro do Forte de Copacabana, tema de uma reportagem desta semana de VEJA Rio, vai receber um convidado de peso, daqueles capazes de acabar com a festa: o Ministério Público Militar. Depois da repercussão da reportagem, que gerou revolta de frequentadores da orla carioca, a promotora Maria de Lourdes Sanson decidiu pedir informações ao Exército sobre a concessão da área para o empresário Daniel Barcinski. O espaço foi cedido para a instalação do Aqueloo Beach Club por 228 mil reais, por três meses, renováveis por mais três. O fim do primeiro trimestre de contrato ocorre no domingo, 3 de março.

LEIA TAMBÉM:

LEIA TAMBÉM: A praia dos riquinhos

Frequentadores do Aqueloo Beach Club pagam a partir de 90 (mulheres) e 250 reais (homens) para passar um dia na área vip
Frequentadores do Aqueloo Beach Club pagam a partir de 90 (mulheres) e 250 reais (homens) para passar um dia na área vip VEJA

O embate promete ser, no mínimo, engraçado. Para complicar ainda mais a praia da turma do champagne, da hidromassagem e do salto alto à beira-mar, um movimento brincalhão surgido no Facebook propõe uma “invasão farofeira” às areias do Forte de Copacabana, com barcos de pescadores. O objetivo é causas barulho e dar ao espaço VIP o aspecto das áreas populares que os frequentadores tanto abominam. Os vizinhos também não gostaram da invasão dos VIPs no último verão, e reclamam que o ‘batidão’ em alto volume tem perturbado um bocado.

Justiça seja feita: os frequentadores da “praia dos riquinhos”, como o Aqueloo Beach Club passou a ser chamado, são os que menos têm culpa no cartório. Afinal, não há crime em pagar 250 (valor cobrado dos homens) ou 90 reais (mulheres) para ter direito àquela mordomia. Há quem pague bem mais por um dia no Aqueloo, onde o camarote mais caro é vendido por 20.000 reais, com capacidade para vinte pessoas. O problema do uso da praia, que fica dentro do Forte de Copacabana e nunca foi aberta ao público, está na forma aparentemente irregular de cessão para uma empresa, sem licitação.

A questão será resolvida, talvez na Justiça, com relativa tranquilidade. Para o salto alto na areia e a vontade de transformar uma praia paradisíaca em balada, ainda não há lei que dê jeito.

Continua após a publicidade
Publicidade