Ministério Público de SP abre inquérito sobre exposição do MAM
Segundo o MAM, a performance aconteceu apenas uma vez, em sessão fechada, e a sala onde ocorreu estava sinalizada sobre o teor da apresentação
O Ministério Público de São Paulo abriu nesta sexta-feira um inquérito civil para apurar denúncias relacionadas à mostra “35ª Panorama da Arte Brasileira – 2017” do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). As denúncias surgiram após a veiculação de vídeos nas redes sociais que mostram a performance do artista fluminense Wagner Schwartz.
Na apresentação, Wagner Schwartz fica deitado nu em um tatame e o público pode mexer em seus braços, pernas e no restante do corpo para alterar sua posição. Os vídeos que detonaram a polêmica mostravam uma menina, que estava acompanhada da mãe, interagindo com o homem.
De acordo com as denúncias recebidas pelo Ministério Público, o museu “estaria expondo crianças e adolescentes a conteúdo impróprio, uma vez que um homem estaria pousando totalmente sem roupa e o público seria convidado a tocá-lo, inclusive crianças”.
O promotor de Justiça Eduardo solicita que o Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça elabore um parecer sobre a classificação indicativa.
Ele também solicita ao MAM informações sobre a referida mostra e pede esclarecimentos sobre o critério de classificação etária.
O promotor também pediu que Youtube e Facebook removam os conteúdos que veiculam imagens de crianças e adolescentes na mostra.
Segundo o MAM, a performance aconteceu apenas uma vez, em sessão fechada para convidados, e a sala onde ocorreu estava sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez. “O trabalho não tem conteúdo erótico ou erotizante e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, sobre a manipulação de objetos articuláveis. As acusações de inadequação são descabidas e guardam conexão com a cultura de ódio e intimidação à liberdade de expressão que rapidamente se espalha pelo país e nas redes sociais”, diz nota divulgada pelo museu.
A performance é uma referência à série Bichos, da mineira Lygia Clark, com objetos feitos de metais articulados, que permitem a manipulação do público. A escultura pode ser apenas vista pelo visitante da mostra, mas é na interação que ela se desdobra em significados.
Na performance La Bête, Wagner se coloca, desnudo, sobre um tablado, para que as pessoas se aproximem, observem e, é claro, interajam com ele. A conexão entre Schwartz e a obra é explicitada pela presença de uma réplica de um dos “bichos” de Lygia Clark.
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