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Livro traz escritos inéditos de Antonio Conselheiro

Manuscritos ajudam a compor uma nova imagem do líder de Canudos, que teria sido muito diferente do fanático milenarista apresentado por Euclides da Cunha

Por Jerônimo Teixeira 19 mar 2017, 08h00

Em 1895, cerca de um ano e meio antes da primeira expedição militar contra o arraial de Canudos, Antonio Vicente Mendes Maciel, o Antonio Conselheiro, escreveu uma série de apontamentos que resumiam seu ideário religioso. O caderno com esses escritos sobreviveu à destruição de Belo Monte – como Canudos era chamado pelos devotos -, mas não havia ainda despertado o interesse de pesquisadores. O historiador Pedro Lima Vasconcellos, que acaba de publicar esses textos em uma caixa com dois livros intitulada Antonio Conselheiro por Ele Mesmo (editora É Realizações), acredita que a divulgação do pensamento do Conselheiro pode afinal desfazer equívocos e distorções sobre o personagem – sobretudo, aqueles consagrados por Euclides da Cunha, que em Os Sertões caracterizou o líder de Canudos como um tipo paranoico e delirante. A resenha em VEJA desta semana apresenta esse precioso documento da história brasileira.

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